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Especialista da Total fala tudo sobre a evolução e a importância do óleo lubrificante

Denise Novaes, coordenadora Técnica da Total Lubrificantes do Brasil, analisa a evolução dos óleos lubrificantes de acordo com as tecnologias presentes nos motores mais modernos, viscosidade, especificações e muito mais!

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Por Da redação


Avaliação da Matéria

A evolução do mercado automobilístico fez com que a indústria de lubrificantes acompanhasse a tendência de um conceito crescente nesse meio: desenvolver produtos de alto desempenho associados à economia de combustível e à redução do impacto ambiental. 

A ideia de um lubrificante automotivo que protege o motor mudou muito com o passar dos anos, junto com o entendimento das próprias montadoras sobre obter a “máxima potência do motor”. Antigamente, para aumentar a potência dos veículos, a principal estratégia usada pelos fabricantes de carros era construir motores com um grande número de cilindros (V6, V8 e V12) e alta capacidade volumétrica (6.0 litros, 5.2 litros, etc). Para a proteção desses motores, e também para se adequar às suas folgas construtivas, a estratégia das grandes empresas de lubrificantes era desenvolver produtos de altíssima viscosidade, como 20W-50, 20W-60 e por aí vai. 

Porém, ao aumentar a potência dos motores, as montadoras enfrentaram severas consequências: o aumento do consumo de combustível e a emissão de gases poluentes. Ou seja, fatores que iam na contramão dos interesses da maioria dos consumidores, por conta do gasto de combustível e da baixa autonomia, e das instituições que regulamentavam o controle de poluentes, que estavam cada vez mais exigentes. 

Foi daí que surgiu o conceito downsizing, em que os veículos são equipados com motores mais compactos, em sua grande maioria, turboalimentados com injeção direta de combustível, mas capazes de produzir potência da mesma ordem dos famosos Opalas (GM) 6 cilindros 4.1 litros. Algumas vezes, são até mais potentes do que os conhecidos motores dessa época, com a diferença de que garantem alta autonomia de combustível. Da mesma forma que os motores antigos, os novos motores downsizingtambém têm os seus inconvenientes, como trabalhar em altíssimas temperaturas, pressões e folgas internas muito justas, exigindo, assim, um desempenho superior dos lubrificantes, resultando na diminuição das viscosidades. 

Por isso, hoje em dia é comum nos depararmos com viscosidades na casa dos 10W-30, 5W-30, 5W-20 e 0W-30, que costumam favorecer a economia de combustível, rotuladas na Total Lubrificantes como produtos “fuel economy”. A tendência é que as viscosidades diminuam ainda mais nos próximos anos. Há rumores de que as empresas asiáticas começarão a trabalhar com viscosidades 0W-16 em meados de 2019 ou em 2020 no mercado brasileiro. 

Em função das características desses novos motores, que trabalham em altíssimas pressões, temperaturas e forças internas de cisalhamento, a carga de aditivos teve um papel tão importante quanto à redução das viscosidades, assegurando o desempenho dos lubrificantes e garantindo a proteção que o motor precisa.  

Novas normas de desempenho foram criadas ao longo desses anos, sendo a API (American Petroleum Institute) a pioneira em regulamentar a ação dos óleos lubrificantes. Antigamente, era muito comum vermos o nível de desempenho da seguinte forma: API SG, SH. A designação “S” é usada para aplicação em motores a gasolina e a letra subsequente indica o seu nível de desempenho.   

Devido à evolução dessa norma, atualmente os lubrificantes já se encontram no nível API SN e, em alguns países, API SN PLUS. Por conta das diversas tecnologias utilizadas pelas montadoras ao redor do mundo, novas normas de desempenho foram criadas. Entre elas temos a ILSAC (International Lubricants Standardization and Approval Committee), que significa “Comitê Internacional de Padronização e Aprovação de Lubrificantes” e é formada por empresas americanas e japonesas. Sua maior responsabilidade é analisar o alto padrão de desempenho de óleos lubrificantes para motores, associado à economia de combustível e a menor emissão de poluentes. Ela é representada pela sigla “GF” seguida de um número que representa o seu nível de desempenho (semelhante ao que acontece com a API).   

Há também a ACEA (Association des Constructeurs Européens d'Automobiles), sigla usada para designar a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis. Essa norma é indicada para veículos movidos a gasolina e a diesel, e possui uma preocupação quanto ao desempenho dos lubrificantes, pensando nos impactos ambientais e nos maiores intervalos de troca do produto. Além disso, a norma avalia restrições químicas de aditivação para compatibilidade com sistemas pós-tratamentos de veículos, como o DPF (Diesel Particulate Filter), sigla para “Filtro de Partículas Diesel”, que atualmente equipa grande parte dos motores a diesel, variando de acordo com o país e a legislação ambiental vigente. Para esses motores, chamados no mercado de "diesel leve" ou "diesel rápido" que costumam equipar algumas pick-ups e veículos utilitários, normalmente recomenda-se a especificação ACEA “C”. O tipo de desempenho pode variar entre C1, C2, C3 e C4, dependendo do entendimento da montadora em relação ao desempenho. 

Tendo em vista a evolução dos lubrificantes em consequência da tecnologia apresentada pelos motores, é extremamente importante saber qual é o nível de desempenho que o motor do seu veículo exige. Dessa forma, ele será devidamente protegido e terá o desempenho proposto pelo fabricante, evitando, assim, problemas no motor e dores de cabeça com reparos desnecessários, que, em geral, são extremamente caros. A indicação do nível de performance, sendo API/ILSAC ou ACEA, será determinada pelo fabricante do veículo.   

Às vezes, em função da tecnologia de cada motor e por trabalhar em regimes severos (altas temperaturas, cargas, altas rotações, etc.), os desempenhos mais comuns, como API/ILSAC/ACEA, não são suficientes para garantir a máxima proteção ao motor. Por isso, os fabricantes de veículos decidiram desenvolver as suas próprias normas chamadas “homologações”, ou seja, especificações que superam os requisitos das normas convencionais. Então, para assegurar uma vida longa ao seu companheiro de viagens, é fundamental saber qual óleo lubrificante é o mais recomendado para o motor do seu carro.   

A Total possui em sua gama de produtos as especificações mais exigidas pelas montadoras, como a API/ILSAC e a ACEA, e conta com parcerias exclusivas com montadoras renomadas no mercado, como KIA, Peugeot, Citroën, DS Automobiles e JAC Motors, presentes na linha de lubrificantes chamada TOTAL QUARTZ. Já a Renault recomenda a linha de lubrificantes para motor da ELF, uma marca da Total Lubrificantes, conhecida como ELF EVOLUTION. Além de homologar os óleos lubrificantes da Total e da ELF, as montadoras recomendam esses produtos nos manuais de proprietário e no pós-venda nas concessionárias, garantindo que a nossa marca seja a melhor opção para óleo de motor.   

Além dessas parcerias exclusivas, a Total Lubrificantes possui óleos testados e aprovados (homologados) pelas grandes montadoras do mercado, como GM, Volkswagen, Ford, BMW, Mercedes, Porsche e Jaguar Land Rover. Os lubrificantes funcionam perfeitamente para aplicação em motores e em sistemas de transmissão.   

Hoje, a Total se consolida como a quarta maior empresa de óleo e gás do mundo, com uma linha completa de óleos lubrificantes para cuidado e proteção do seu veículo. 

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