Lançamentos - Vinicius Montoia

Novo Ford EcoSport chega com duas opções de motor e equipamentos inéditos para o segmento

Versão com transmissão continuamente variável representará 60% das vendas do modelo e com certeza aparecerá na sua oficina

Versão com transmissão continuamente variável representará 60% das vendas do modelo

Alguns produtos são pioneiros e marcam a história quando o nome do produto passa a ser referência no mercado. A maioria das pessoas não fala “cereal matinal”, mas sim “Sucrilhos”. Outro exemplo: “haste de plástico com algodão nas pontas” é o “cotonete”. E assim a Ford conseguiu fazer com que o EcoSport se tornasse a referência entre os utilitários esportivos compactos.

Com essa enxurrada de “mini” SUVs, com Hyundai Creta, Jeep Renegade, Honda HR-V, Chevrolet Tracker, Renault Captur, JAC T5 e tantos outros, é comum o consumidor final perguntar: “são tipo um EcoSport, né?”. Aí fica evidente o quão impactante foi a criação do SUV da Ford para o Brasil e, hoje em dia, para o mundo.

Neste mês de agosto o EcoSport chega renovado ao mercado em sua roupagem 2018, com muita inovação tecnológica, motorização e equipamentos. A começar pelo novo motor 1.5 TiVCT flex de três cilindros, sete airbags e o sistema multimídia SYNC 3, além do motor 2.0 Direct Flex de injeção direta.

O EcoSport chega ao mercado em três versões, duas opções de câmbio (manual ou automático de seis velocidades) e promete acirrar a briga com os concorrentes, partindo de R$ 73.990 na versão SE manual e R$ 78.990 na automática. O FreeStyle sai por R$ 81.490 com câmbio manual e R$ 86.490 com automático. Já a Titanium custa R$ 93.990.

“Cerca de 700 engenheiros trabalharam no projeto de 2014 a 2017”, afirmou Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford América do Sul, para destacar a importância do projeto para o mundo, tendo colaboração da engenharia da Ford da América do Norte, Europa e Ásia.

O carro será produzido em seis fábricas ao redor do mundo (Brasil, Venezuela, China, Índia, Rússia e Romênia) e está previsto para mais de 140 mercados. Pela primeira vez ele será vendido nos Estados Unidos e Canadá.

Veja quais novidades o SUV compacto da Ford trouxe para o mercado, como os 7 airbags de série:

Motores e dirigibilidade

O novo motor 1.5 de três cilindros tem potência de 137 cv com etanol e 130 cv com gasolina, ambos a 6.500 rpm. O torque é de 16,1 kgfm com combustível derivado da cana e 15,6 kgfm com gasolina, a 4.500 rpm. Mas o torque já está 80% disponível a pouco mais de 1.500 rpm, o que torna a dirigibilidade mais prazerosa ao sair da inércia. Este motor é naturalmente aspirado e tem a maior potência específica do mercado: 91,5 cv por litro.

O consumo com etanol é de 8,3 e 9,0 km/l, na cidade e estrada respectivamente, quando acoplado ao câmbio manual. Já com a transmissão automática esse consumo passa a ser de 7,1 km/l na cidade e 8,9 km/l na estrada.

Quando abastecido com gasolina, a versão com câmbio manual alcança a média de 11,6 km/l na cidade e 13,1 km/l na estrada. O modelo automático faz 10,4 km/l em área urbana e 12,8 km/l na rodovia.

Na versão FreeStyle, que pudemos testar durante o lançamento do SUV, deu para perceber que a suspensão do modelo foi retrabalhada e o resultado surpreendeu. O sistema ficou muito menos ruidoso ao passar por imperfeições e, principalmente, mais macio. Mesmo em lugares com bastante buraco dá para perceber que ele não apresenta mais o chamado “fim de curso” do amortecedor, tornando o SUV mais confortável. Isso porque a suspensão dianteira, do tipo McPherson, ganhou 17 mm a mais de curso e buchas recalibradas o que, segundo a Ford, melhorou em 15% a absorção de impactos, além de reduzir em 40% as asperezas ao volante.

A suspensão traseira, com eixo de torção, ficou 15% mais rígida, tem molas progressivas e novas buchas da barra estabilizadora. Também de acordo com a fabricante, a aerodinâmica do EcoSport 2018 foi melhorada em 11% em relação ao modelo anterior, apresentando Cx igual a 0,35. “Refinamos o design de todos os detalhes da carroceria, desde a frente, espelhos retrovisores e a antena, que foi deslocada para a parte de trás do teto, para reduzir a resistência e melhorar o fluxo de ar”, explicou André Oliveira, chefe de Engenharia Veicular da Ford América do Sul.

Apesar disso, o motor 2.0 com 176/170 cv (etanol/gasolina) e 22,5/20,5 kgfm de torque (etanol/gasolina), que é o mesmo propulsor 2.0 da linha Focus, perdeu 2 cv. Isso aconteceu, segundo Volker Heumann, engenheiro-chefe de PowerTrain da Ford América do Sul, “porque o cofre do motor do EcoSport é um pouco menor que o do Focus, tendo dinâmica diferente de admissão e escape de gases.”

Câmbio global

A transmissão automática de seis velocidades, quando casada com o propulsor 1.5 de três cilindros, trabalha bem tanto quando o veículo não é tão exigido, fazendo trocas a menos de 2.000 rpm, quanto quando o motorista quer um pouco mais de fôlego desse motor de 137 cv. Em ultrapassagens e quando utilizado no modo Sport (S), o câmbio estica a marcha até quase atingir a potência máxima (a 6.500 rpm). E desenvolve bem quando exigido.

Contudo, uma coisa pode irritar os mais puristas: o câmbio não obedece ao motorista quando está no modo manual, sendo um contrassenso ter aletas atrás do volante para trocas de marcha. Explico: seja no modo D (Drive) ou S (Sport), ao tocar nas aletas para trocar a marcha, o câmbio obedece – de forma um tanto lenta, mas obedece. Porém, se você deseja esticar o máximo possível, ele fará a troca automaticamente. Pode até ser um sistema de segurança para não atingir o giro de corte do motor, mas quem gosta de dirigir não fica nem um pouco satisfeito com essas interferências eletrônicas. Isso ocorre porque o câmbio volta ao modo automático depois de cinco segundos, mesmo que você tenha acionado o modo manual. Segundo a montadora, o óleo do câmbio é projetado para durar toda a vida útil do veículo sem necessidade de troca.

Além disso, a transmissão demora um pouco mais para reduzir as marchas no modo manual. O propulsor trabalha a 2.500 rpm, com a sexta marcha engatada, quando está a 100 km/h. Já a 120 km/h a rotação sobe para 3.000 rpm. Esse motor com construção de três cilindros, bloco e cabeçote de alumínio, segue a tendência de redução de peso e tamanho. As velas de ignição são centralizadas na câmara de combustão, a bomba de óleo variável regula a pressão interna, há o duplo comando variável de válvulas na admissão e no escape e também sistema de partida a frio “Easy Start”, que dispensa o reservatório auxiliar de gasolina para partida quando abastecido com etanol.

Outro fator importante para o desempenho do modelo é que todas as versões vêm equipadas com grade com fechamento ativo, que evita turbulências e melhora o escoamento de ar. Ela tem aletas móveis que se abrem automaticamente para refrigerar o motor e, quando isso não é necessário, permanecem fechadas para reduzir o arrasto aerodinâmico.

Conectividade a mil

O EcoSport vem de série com um bom pacote de segurança: sete airbags (frontais, laterais dianteiros, de cortina e de joelhos para o motorista) e sistema anticapotamento (RSC – “Rollover Stability Control”) integrado ao controle eletrônico de estabilidade e tração; monitoramento de pressão dos pneus e também um sistema multimídia que pode variar a tela de 6,5” ou 8” e acesso a Android Auto e Apple CarPlay.

O controle eletrônico de estabilidade usa sensores para monitorar tanto o ângulo de deriva como o de rolagem da carroceria, que executam mais de 100 medições por segundo, aplicando os freios individualmente e reduz a potência do motor em situações críticas para ajudar o motorista a manter o controle do veículo.

O painel de instrumentos ficou muito mais bonito, com nova tela de 4,2 polegadas colorida nas versões FreeStyle e Titanium e monocromática de 2,3 polegadas na versão SE. Todas as versões automáticas já vêm equipadas com piloto automático, que inclui controle de cruzeiro e limitador de velocidade.

O sistema multimídia SYNC 3 com tela capacitiva sensível ao toque de 6,5 polegadas vem de série na versão de entrada SE e já conta com a de 8 polegadas a partir da FreeStyle. Ele conta com conexão com tablets e smartphones, conexão Bluetooth, duas entradas USB iluminadas, função de leitura e envio de mensagens SMS, comandos de voz, navegação e AppLink, que permite usar vários aplicativos de celular, e a Assistência de Emergência, que faz uma ligação automática para o SAMU em caso de acidente com acionamento dos airbags ou corte de combustível.

O novo sistema de som na versão SE conta com seis alto-falantes, instalados nas portas dianteiras (2) e traseiras (2) e no painel (2). A versão FreeStyle acrescenta um alto-falante no centro do painel. Já a versão topo de linha, Titanium, traz o Premium Sound System da Sony, com nove alto-falantes: dois woofers de 6,5” nas portas dianteiras, dois coaxiais nas portas traseiras (duplos), dois tweeters nas laterais do painel e um mid-range no centro do painel. “O novo EcoSport tem um sistema de som de alta qualidade em todas as versões, desenvolvido e equalizado sob medida para o veículo. O destaque é o equipamento da Sony, que tem uma faixa mais ampla e alta-fidelidade, sendo capaz de agradar os amantes de música mais exigentes”, comentou Klaus Mello, gerente de engenharia veicular do SUV.

Versões

O EcoSport 2018 parte de R$ 73.990 na versão SE manual. Já a SE automática custa R$ 78.990. A versão FreeStyle, com câmbio manual, custa R$ 81.490 e a automática tem acréscimo de R$ 5.000. A única a vir equipada com motor 2.0 é a Titanium Automática, que custa R$ 93.990. Quer saber mais? Então entre no Facebook do Oficina Brasil e veja os vídeos da história do EcoSport e um clipe com belas imagens do SUV em: https://www.facebook.com/JornalOficinaBrasilOficial/

Confira um clipe com belas imagens do SUV compacto da Ford:

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