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Tecnologias combinadas avançam no setor de veículos diesel e transformam a forma de dirigir

Veículo diesel já foi sinônimo de robustez até na forma de dirigir e na forma de trocar as marchas, a tecnologia incorporou sistemas de conforto, segurança, economia e um dos segredos está na transmissão

Por Antonio Gaspar

Para iniciar com um pouco de saudosismo, vamos retornar à época do FNM (FeNeMê) que era preciso fazer um curso só para aprender trocar as marchas de um câmbio com duas alavancas, faltavam mãos para fazer várias operações ao mesmo tempo. 

 O que sempre predominou neste setor foi o uso do cambio mecânico, principalmente no nosso país que adotou este padrão de transmissão e todas as montadoras fabricavam os caminhões e ônibus sempre com este tipo de câmbio. 

Aos poucos esse mercado foi mudando e a concentração maior foi nos ônibus de uso tipicamente urbano, que receberam as primeiras transmissões automáticas. No início até houve um pouco de resistência por parte dos motoristas, mas logo que trabalhavam alguns dias, percebiam que ficavam menos cansados, evitavam acidentes, pois a atenção ficava 100% na direção e a troca de marchas não era mais uma preocupação. 

O maior indicador positivo desta mudança estava nos motoristas que não queriam voltar a dirigir ônibus com câmbio mecânico e o avanço não parou. Os caminhões também receberam as transmissões automáticas e automatizadas aos poucos, mas a evolução foi rápida e atualmente o nosso mercado já atingiu 80% na produção de veículos diesel com estes sistemas de transmissões, já existe montadora que está com 90% da sua produção. 

Este componente recebeu muitos recursos da eletrônica e assumiu um nível de importância que praticamente supera a importância do motor. A integração dos sistemas foi o grande avanço, mas é a transmissão que gera e envia informações importantes como o sinal de velocidade para o painel de instrumentos, motor, abs e demais sistemas que compõem a rede que integra o funcionamento do veículo.

 Podemos não perceber, mas já temos transmissões que tem na sua memória as informações do relevo da rodovia, transmissões que integram o sistema híbrido, sistema autônomo e com a chegada dos elétricos, a transmissão pode até desaparecer porque cada roda vai ter um motor com acionamento direto e controlado eletronicamente conforme a necessidade. 

Os fabricantes iniciaram a implantação de transmissões automáticas e automatizadas nos caminhões pesados já faz alguns anos, a novidade é a automatização dos caminhões médios e pequenos. 

A Volvo é a montadora que atingiu 90% de automatização de caminhões pesados e agora investe nos de porte médio, instalando uma transmissão projetada para trabalhar com os motores de porte menor, mas a tecnologia e a estratégia de funcionamento são idênticas às dos caminhões pesados.

 Além do conforto que este sistema oferece, a durabilidade e a economia de combustível são os apelos que tornam estes caminhões mais atraentes para os futuros proprietários. 

Empresas fabricantes de transmissão como a Allison seguem a mesma tendência para ampliar o mercado de aplicação de transmissão automática nos caminhões e ônibus de grande, médio e pequeno porte, oferecendo os modelos da série  3.000, 2.000 e 1.000, todos com tecnologia que permite economia extra de combustível – xFE. 

 A fabricante também disponibiliza modelos projetados para os veículos híbridos e com frenagem regenerativa, este sistema converte energia cinética do veículo, quando está usando o freio ou diminuindo a aceleração, em energia elétrica que fica armazenada em baterias especiais e que será utilizada quando o motor diesel estiver desativado. H40/50. 

Ecolife é a identificação da transmissão ZF recomendada para ônibus de uso misto, cidade e estrada como os fretados que enfrentam o duro trânsito urbano para transportar seus passageiros para o trabalho. Além da economia de combustível e de manutenção reduzida, ela oferece comodidade e muito conforto ao motorista que não se desgasta no período que estiver no trânsito congestionado das grandes cidades.

Os demais fabricantes de transmissões automáticas também estão seguindo a mesma tendência de mercado para atender a veículos grandes, médios e pequenos, com toda tecnologia disponível para veículos convencionais, híbridos e elétricos. 

Novas tecnologias fazem os reparadores buscarem novos treinamentos para atender com competência estes novos veículos que já estão no mercado e que sempre precisam de manutenção. 

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