Oficina Brasil


Serviços têm alta de 7,5% no semestre!

As oficinas mecânicas trabalharam a todo o vapor em junho, o que fez com que os primeiros seis meses de 2021 acumulassem uma alta de 7,5% nos serviços. Este resultado pode ser o prenúncio para que o ano feche como um dos melhores da história da reposição. Apesar das ameaças como falta de peças e inflação, a perspectiva é muito positiva. Saiba mais neste conteúdo exclusivo da mala-direta OFICINA BRASIL com dados da CINAU e PULSO DO AFTERMARKET

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Por Equipe CINAU


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Nesta edição trazemos o 15º relatório do PULSO DO AFTERMARKET, dando sequência às matérias publicadas, com exclusividade, na Mala Direta Oficina Brasil. Nossos indicadores já se tornaram fonte de consulta indispensável para os executivos do segmento de aftermarket, que encontram nestes dados uma base segura para a tomada de decisões em relação ao mercado de reposição de linha leve e comercial leve. 

Como você pode conferir no gráfico ao lado do PULSO DO AFTERMARKET o crescimento do mês de maio bateu inacreditáveis 20,10% e representa o maior salto na série histórica do “pulso” desde abril de 2020. Um novo recorde que supera os 12,9% do mês de maio.

Vamos aguardar os próximos resultados, para entendermos se está alta é sustentável, se é uma tendência que se firmará até o final do ano.

De qualquer forma o primeiro semestre de 2021 já acumula uma alta nos serviços de 7,5%, o que é uma excelente notícia é provável  prenúncio de que 2021 pode ser “o ano da reposição”.

A consolidação ou não dessa perspectiva será revelada com exclusividade pelo PULSO DO AFTERMARKET, atualmente o principal indicador do comportamento da demanda do mercado de reposição, pois tem como objeto de estudo a oficina mecânica, o verdadeiro nascedouro da demanda no mercado de reposição de peças técnicas de lubrificantes. 

Com sempre orientamos nossos leitores este indicador é “quantitativo” e mensura o número de serviços (passagens) nas oficinas, mas para formarmos um valor completo sobre o comportamento do aftermarket como um todo  temos que considerar informações “qualitativas” como ticket médio, dificuldade de encontrar peças, etc...

Neste sentido a seguir apresentamos os dados qualitativos que são fruto de uma pesquisa realizada entre os dias um e dois de julho quando a CINAU ouviu 480 oficinas em todo o território nacional. Para aqueles que já estão acostumados com estes gráficos basta interpretá-los para tirar suas próprias conclusões sobre o desempenho do mercado.

De nossa parte e sobre os indicadores de junho nos chamou novamente  a atenção, em primeiro lugar, o dado positivo que envolve um problema crítico neste processo da pandemia e diz respeito à falta de peças.

Impactos do Coronavírus na Indústria da Reparação Automotiva

Compram Peças na Internet

Como analistas de dados consideramos altamente positivo que pela terceira vez seguida o indicador apresenta queda, o que nos dá evidências sólidas para afirmar que o pior na questão da falta de peças já passou.Percebam no gráfico desse índice que depois de bater um recorde de 70% de oficinas enfrentando falta de peças o indicador caiu pela terceira vez seguida, chegando a 58% de estabelecimentos que enfrentaram alguma dificuldade de encontrar peças.

O indicador ainda é alto e mais do que o dobro da média histórica que é em torno de 22%, o que explica o alto índice de busca de caminhos alternativos para conseguir peças como o canal digital e a delegação ao dono do carro desta tarefa. 

Mas a julgar por este comportamento desta medição podemos prever que estamos a caminho da normalização do abastecimento ainda que lentamente. Fica difícil fazer uma previsão de uma “volta à normalidade” mas o importante é que aparentemente o pior já passou e esta ameaça que poderia comprometer o resultado da reposição em 2021 vai se desfazendo.

À equipe da CINAU cabe continuar monitorando e informando ao mercado as condições de trabalho das oficinas, pois nunca é demais lembrar que o que acontece hoje na oficina provoca reflexos em toda a cadeia do mercado de reposição, culminando com a demanda nos estoques dos fabricantes.  

Como já referimos acima, outro aspecto que está diretamente ligado à percepção de falta de peças é a opção pela compra na internet. Observem que tendência de compra subiu levemente e dentro da margem de erro da pesquisa.

O indicador de 6,5% de compras na internet é mais que o triplo da média histórica (medida desde meados de 2019) e que girava em torno de 2% e sendo o recurso usado pela oficina diante das peças do grupo “cauda longa”.

Tal realidade reforça nossa tese de que as oficinas aumentaram seu volume de compras na internet pressionadas pela falta dos itens em seus fornecedores tradicionais, mas à medida que estes estabelecem seus estoques o reparador abandona a “penosa” experiência de adquirir peças pela internet.

Dizemos que a experiência de compra do reparador na internet é “penosa” pela constatação do dado que indica a aquisição da “peça errada”, observem que este indicador medido agora em junho  continua em níveis altíssimos (61%).

Com este desempenho frustrante, que complica a vida do reparador fica fácil entender por que o “E-Tailing” de autopeças não decola no Brasil.

Aliás, muito se especula sobre os motivos da venda de autopeças pela internet não crescer junto às oficinas mecânicas. A “explicação” mais comum é que o reparador “aos poucos terá que se acostumar ao mundo digital, pois o movimento em direção do ambiente digital é inexorável e já dominou quase todos os segmentos”.  Esta percepção é completamente equivocada e sempre proferida por pessoas que não se dão ao trabalho de estudar detidamente o dia a dia de um dono de oficina mecânica no Brasil e seu processo de aquisição de seu insumo básico: as autopeças. 

Como fica evidente nos dados do PULSO DO AFTERMARKET a compra de peças pela internet gera muito mais problemas do que soluções para os reparadores e eles só avançaram sobre este canal pressionados pelo desespero provocado pela falta de peças.

Porém, diante deste dado de que 61% das peças chegam erradas, não é preciso uma bola de cristal para afirmar que o reparador não vê a hora de se livrar deste canal e voltar a concentrar suas compras junto aos seus fornecedores tradicionais que agregam produtividade ao seu negócio.

A compra de autopeças na internet só vai crescer quando este canal trouxer produtividade para a oficina do que seus fornecedores/parceiros analógicos. Reforçando o que dissemos acima que a autopeças é um “insumo crítico” para o negócio, assim receber a peça certa na hora certa é crucial para o sucesso da empresa. 

Hoje este “just in time” é garantido pelos fornecedores clássicos das oficinas, e neste sentido alguns novos canais têm se destacado procurando entender e eliminar as reais “dores” das oficinas.

O reparador precisa de um fornecedor que se “solidarize” na hora da compra de peças principalmente em função da complexidade de aplicações e rapidez de entrega.  

Não visualizamos num curto ou mesmo médio espaço de tempo um sistema de catálogo de aplicação que seja praticamente à prova de erros e ao mesmo seja amigável para operação pelo reparador em sua precária estrutura de compras. 

Se este sistema for materializado e a logística de entrega garantir, via catálogo “perfeito” a peça certa em duas horas nas oficinas, podemos prever o fim das lojas de tijolos e cimento.  

Seguindo na avaliação do painel de indicadores “qualitativos” não percebemos muito mais coisas para destacar no conjunto de indicadores do PULSO DO AFTERMARKET deste mês mas sugerimos ao leitor que realize suas próprias análises. 

Por outro lado, reforçamos nossa percepção que há chances de 2021 se tornar “o ano da reposição” como um crescimento de dois dígitos, assim é importante que sua empresa prepare-se para esta condição de demanda em alta. 

Em nossa visão de analistas do mercado de reposição a notícia de crescimento forte na reposição exige que os executivos das indústrias e elos comerciais redobrem sua atenção, pois é certo que todos experimentaram crescimento, porém alguns mais do que outros.

Neste cenário o crescimento pode ser comemorado em vão, pois seu concorrente pode ter crescido mais e você estará comemorando perda de market share.

Caso algo não fique claro ou você tenha interesse em aprofundar seu conhecimento sobre a origem da demanda real de seus produtos não hesite em nos contatar. Nossos estudos “DDC” Demand Driven Company são capazes de mapear a demanda de 46 linhas de produtos, em levantamentos envolvendo todos os municípios do Brasil, sobre hábitos de compra da oficina e processo de decisão nos aspectos de marca e canal. Um raio “X” que em última análise oferece os motivos da compra e não compra de seus produtos.  

Para contato use o e-mail cinau@oficinabrasil.com.br e para receber os relatórios quinzenais do movimento das oficinas acesse www.pulsodoaftermarket.com.br

Até o próximo PULSO DO AFTERMARKET. 

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