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Ford lança EcoSport Titanium 2020 sem estepe na traseira e pneus “Run Flat”

Além da traseira ineditamente reestilizada desde sua primeira versão, alterando sua reconhecida identidade visual, o modelo 2020 passa a contar com o motor 1.5 Ti-VCT

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Por Caique Silva


Avaliação da Matéria

Pioneiro entre os SUVs. É assim que a Ford lida com o lançamento de seu mais novo modelo, EcoSport Titanium 2020, o primeiro SUV no mercado brasileiro a trazer a tecnologia Run Flat, que até então só se fazia presente em carros do segmento premium.  

A linha 2020 do EcoSport continua a oferecer também as versões SE, FreeStyle e Storm, sendo esta última a única a contar com o motor Duratec Direct Flex 2.0, que dispõe de 170 cavalos na gasolina e 176 cavalos no etanol e não equipa mais a versão Titanium, como nos modelos anteriores.  

MOTOR 

O EcoSport Titanium 2020 é equipado com o motor Dragon 1.5 Ti-VCT Flex de três cilindros de 137 cv, transmissão automática de seis velocidades com teclas “paddle shift” no volante e conversor de torque.  

TECNOLOGIA RUN FLAT 

Diferente do pneu convencional, o Run Flat é projetado através de suas paredes reforçadas para rodar mesmo se estiver furado ou rasgado sem causar danos à roda, que não entra em atrito com o asfalto. Com ele, há como o condutor continuar dirigindo por até 80 km sem a necessidade de parar para fazer os devidos reparos ou a troca por um estepe, o que faz o seu uso ser altamente seguro em muitos casos.  

O pneu Run Flat foi desenhado para que fique na roda mesmo depois que o pneu furar, diferente do pneu comum que poderá sair da roda no caso de um furo e perda de pressão e não podem ser montados em qualquer veículo, afinal os equipamentos que possuem a tecnologia pedem um sistema de monitorização da pressão dos pneus, para que o condutor perceba que o pneu foi furado. Além disso, os pneus com essa tecnologia são ajustados à suspensão de cada tipo de veículo, o que significa que eles não são adequados para serem montados em outros veículos. 

Marcelo Capella, gerente técnico da Michelin, fornecedora dos pneus Run Flat do novo Ecosport, falou sobre a reparação dos componentes: “A reparação desse pneu é a mesma que um pneu convencional, não tendo nada de particular, desde que sejam seguidas as recomendações, ou seja respeitar a área passível de reparação, que é justamente a área da banda de rolamento”. 

AJUSTES PARA RECEBER O RUN FLAT 

O time de engenharia da Ford desenvolveu uma nova calibração da direção elétrica e revisou os sistemas de suspensão e freios para garantir o desempenho, a dirigibilidade e a economia de combustível do EcoSport Titanium, que ficou 13 kg mais leve mesmo com o pneu Run Flat – que é 1,9 kg mais pesado que o pneu convencional - após a retirada do estepe e seu suporte, além do macaco e chave de roda.  

SUSPENSÃO 

Gilberto Geri, gerente de engenharia da Ford, falou sobre esses ajustes feitos no carro, necessários para receber a tecnologia Run Flat. “Como a suspensão do carro já é muito bem ajustada, fizemos ajustes mínimos para adaptar o carro ao novo pneu. Na traseira nós trocamos a mola por outra um pouco mais baixa, porque como foi tirado peso da traseira com a saída do estepe e do seu suporte, o carro fica mais alto, então tivemos que fazer uma nova mola para manter a mesma altura do carro”. Além desse ajuste de suspensão, os engenheiros da montadora também tiveram que trabalhar na readaptação da direção. 

SISTEMA DE DIREÇÃO 

“Outro componente que trabalhamos em cima desse novo modelo foi sistema de direção, onde temos um dispositivo que evita a vibração do volante em caso de desbalanceamento. Quando se tem a vibração da roda, ela vem para a coluna de direção e o sensor de torque entende que está vindo uma força da roda para dentro e aciona o motor elétrico, que entra em contrafase e tira essa vibração. Então, até um certo nível de desbalanceamento o sistema corrige. Para calibrar esse sistema, que é um software, depende do pneu que você tem. Como esse pneu é mais pesado mudou a frequência de excitação do sistema. Em função disso, tivemos que recalibrar esse sistema para que funcionasse de uma forma eficiente mesmo com o pneu Run Flat. Basicamente foram essas duas modificações feitas no carro”, completou Geri, que ainda falou sobre a importância do acerto na escolha dos pneus utilizados para que ainda mais ajustes não precisassem serem feitos no carro. “Nós só não tivemos que mexer ainda mais no carro para adaptá-lo à tecnologia Run Flat, porque encontramos, entre as diversas opções de fornecedores, uma que mantivesse o compromisso de garantir o conforto do carro, afinal uma das características desse pneu é ser mais duro pela necessidade de segurar o carro lá em cima mesmo sem pressão. Isso faz com que piore o ruído de rolagem, o impacto e o conforto do carro como um todo. Após diversas avaliações e testes, o pneu Michelin com a tecnologia ZP foi o que melhor nos atendeu”, finalizou.  

 

 

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