Oficina Brasil


Qual o seu aftermarket? O que não sabe o que é crise ou que acha que está em crise?

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Por Marcelo Gabriel

Se sua resposta foi: “estou no primeiro grupo”, recomendo que você leia a matéria da página 26 em que entrevistamos vários empresários e executivos do segmento para saber como foi o primeiro semestre de 2015 em comparação ao mesmo período de 2014, quais as expectativas para o segundo semestre e como eles estão reinventando seus negócios para aproveitar um dos melhores momentos do aftermarket.

Nos últimos meses tive a oportunidade de conversar com vários representantes de diferentes elos da cadeia como fabricantes, distribuidores, varejistas e oficinas, além de montadoras e concessionárias e, com raríssimas exceções, não ouvi nenhum lamento ou reclamação sobre os negócios no mercado de reposição. Uma destas pessoas comentou que se a empresa só tivesse vendas no aftermarket, teriam dado uma festa para celebrar os resultados. Em outra empresa, que atua apenas no mercado de reposição, o comentário foi que não sabia o que era a tal crise que tanto se comentava.

Mas estes comentários não são mera euforia ou entusiasmo passageiro. Analisando a fundo cada uma das empresas com quem conversei, fica evidente que os resultados positivos são frutos de um entendimento amplo do mercado e uma dedicação incontestável ao mercado de reposição, como prática e vocação.

Sem entender, não é possível atender o mercado. E o mercado de reposição começa na oficina mecânica, nascedouro da demanda e do destino de marcas e produtos, pois quem joga a embalagem fora é o reparador, soberano e absoluto em seu processo decisório, delegado a ele pelo dono do carro.

E aí, meus caros, não é só o preço que define a escolha como muitos gostam de afirmar e justificar seus parcos resultados frente à realidade dos fatos. É o conjunto, é o agregado de serviços, de experiências positivas e duradouras com uma marca, é o que não está no produto físico, é o que não se compra com preço baixo. O que define o sucesso é a legítima vocação para este mercado.

É a sabedoria para entender que o que foi bom ontem e fez sucesso, hoje não atende mais à necessidade, é a humildade de aprender todo dia com os empreendedores anônimos que estão à frente de 76.429 oficinas em todo o Brasil, mantendo e conservando a frota de 39 milhões de veículos (automóveis e comerciais leves).

Continuar fazendo as mesmas coisas e esperar resultados diferentes é um sinal de insanidade. E sem estudar a demanda, como modular a oferta? Como seguir adiante numa estrada olhando apenas pelo retrovisor, sem entender o que está pela frente e antecipar seus movimentos para o que poder vir?

E se você respondeu que é do grupo que acha que o aftermarket está em crise, também sugiro que você leia a matéria da página 26, pois para os nossos entrevistados a situação atual é excelente, o que não quer dizer fácil, mas desafiadora e entusiasmante.

Em tempo, esta edição tem uma tiragem extra que será distribuída durante a feira Autonor em Recife, um evento arretado!

Boa leitura!

 

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