Oficina Brasil


Chegou a época do planejamento: época de entender e atender melhor o mercado

Por que não tentar em 2016 algo diferente em seu planejamento?

Por Marcelo Gabriel

Estamos começando o último quadrimestre do ano de 2015 e como sempre fazemos nestas datas que marcam períodos como trimestre ou semestre, afirmamos que o tempo voou, que já estamos em setembro e outras constatações que só aparecem quando paramos para pensar em que dia e em que mês estamos, de tão absortos que ficamos com nossas atividades diárias. Perdemos, algumas vezes, a visão de médio e longo prazo e com isso nossa capacidade de planejar.

Porém na maioria das empresas começa agora o ciclo do planejamento e da preparação do business plan e do budget para o ano 2016 e então somos forçados (no bom sentido) a praticar um exercício de olhar para trás e entender como o plano do ano anterior foi executado, identificar os gaps e olhar para frente pensando em como devemos preparar nossa empresa e nossa estratégia para o próximo ano, incluindo aí as expectativas dos acionistas e stakeholders.

E todo este exercício precisa ser traduzido em quadros, tabelas e planilhas que comporão uma apresentação a ser feita para os superiores locais e que irão apresentar para os executivos nas matrizes. E dependendo da origem do capital da empresa, a apresentação precisa ser em inglês, buscando traduzir a nossa realidade intraduzível em algo que norte-americanos, europeus ou asiáticos consigam decifrar e tomar decisões.

Se isso é verdade no ambiente das montadoras e fabricantes, em igual medida se espalha por todo o mercado de reposição, com mais ou menos detalhamento, com mais ou menos processos formais. E geralmente é neste momento de reflexão e planejamento que algumas evidências negativas ganham relevo, como nossa incapacidade de entregar 100% do que foi planejado seja em termos de venda, de lucro ou de produtividade, e todos estes deméritos contribuem para a perda da competitividade, e com isso uma ameaça à longevidade de qualquer empresa.

No ambiente das oficinas mecânicas, onde de fato nasce o mercado de reposição, esta falta de produtividade e de competitividade também ocasiona problemas no curto, no médio e no longo prazo, levando, ao fim e ao cabo, ao desaparecimento das empresas.

Na elaboração de seu planejamento estratégico para 2016, onde entra a saúde e a sustentabilidade (não no sentido ambiental) da cadeia como um todo? Você idealiza o mercado de cima para baixo ou de baixo para cima? Independentemente de como você representa o mercado em suas apresentações, a dinâmica do mercado é soberana e muitas vezes não obedece ao modelo delineado na apresentação, gerando um descompasso entre a percepção da realidade e a realidade como ela de fato é.

O médico psiquiatra Paulo Gaudêncio descrevia os sintomas de labirintite e terremoto como semelhantes, mas o que mudava era sua natureza: interna no caso da labirintite e externa no caso do terremoto. Tentar colocar a culpa numa causa externa (terremoto) de algo que só está acontecendo com você (labirintite) é um sintoma preocupante de falta de entendimento. Aplicado ao mercado, este conceito fica evidente quando o mercado vai para um lado e sua empresa vai para outro. Não há estratégia errada, existe estratégia que dá certo e estratégia que dá errado.

Incluir a oficina mecânica no seu planejamento estratégico e desenhar o mercado de baixo para cima (colocando a oficina como primeiro elo da cadeia) pode mudar completamente sua percepção de como o mercado funciona e como posicionar sua empresa para vencer. Insistimos nesta abordagem há mais de 25 anos e os resultados obtidos pelas empresas que ousaram esta manobra provam que este caminho é viável, saudável e sustentável.

Por que não tentar em 2016 algo diferente em seu planejamento? Comece pela oficina mecânica.

 

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