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Ford Ecosport Titanium 2013 perdendo potência

O SUV da Ford foi encaminhado à oficina vindo de outra mecânica, onde após a troca da embreagem, passou a perder aceleração e não passar de 2.000 rpm

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Por Da Redação


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DIAGNÓSTICO

O reparador, ao receber o veículo, tinha consciência que não seria uma tarefa simples pois como o mesmo já vinha de outra oficina teria que revisar tudo o que já haviam feito, bem como iniciar seu diagnóstico do zero, pois caso contrário poderia ser perder durante o processo. Por isso o primeiro passo foi informar ao cliente que precisaria de um tempo maior para fazer uma boa análise, o que o proprietário aceitou prontamente.  O segundo passo foi criar um check list com todos os testes que deveria realizar.

E assim o fez, levando em consideração em sua escolha os testes mais simples e mais rápidos a serem realizados e seguindo com os mais complexos, o que facilitaria de forma significativa toda a dinâmica do diagnóstico.

O primeiro sistema a ser testado seria de alimentação elétrica do veículo, especificamente a bateria e aterramentos. Durante a entrevista consultiva o proprietário havia informado que tinha trocado a bateria, mas mesmo diante dessa informação o técnico optou por conferir o estado de carga da bateria bem como sua corrente de partida a frio, confirmando que ambos os parâmetros estavam dentro das especificações. 

O próximo teste foi a verificação do aterramento tanto do motor como do módulo de controle do motor, após o teste evidenciou que estavam todos em bom estado.

Dando sequência às análises presentes em seu check list, observou que deveria testar os sensores de posição do pedal do acelerador e do corpo de borboleta com multímetro, scanner e osciloscópio, confirmando que já haviam sido substituídos e os que estavam no veículo eram novos e originais. 

O técnico, não satisfeito com o resultado dos testes, removeu o corpo de borboleta e o analisou na bancada evidenciando que estava em perfeito estado. O próximo item em seu plano de ação era a verificação de todo o chicote, alimentação e pinagem do módulo de controle do motor, após todos os testes atestou que todos estavam em ótimo estado. 

Seguindo seu planejamento, viu que após o teste do chicote seria o momento de realizar o reset dos parâmetros autoadaptativos do módulo do motor via scanner e, assim o fez, porém, sem sucesso, o veículo continuava com a mesma falha. 

O próximo passo seria enviar o módulo de controle do motor para um especialista a fim de identificar possíveis problemas internos neste. Enviou o módulo e em pouco tempo recebeu o retorno do especialista informando que não havia nenhuma irregularidade no funcionamento do módulo. Depois dessa verdadeira maratona de testes o reparador decidiu dar um tempo nas verificações para descansar e clarear as ideias. 

SOLUÇÃO

Após poucos dias voltou para reiniciar a “saga” para desvendar esse mistério. Com uma boa fonte de iluminação fez uma nova varredura nos pontos de aterramento na região do motor e  constatou que na lataria do cofre do motor próximo ao farol do lado do passageiro, havia marca de pintura “ressente” e nesse mesmo local havia um cabo de aterramento, o qual já havia testado e tinha aterramento, resolveu soltar o parafuso do cabo e assim, tanto a lataria quanto o parafuso estavam pintados e com uma tinta da mesma cor do carro, removeu a tinta do cabo e do parafuso, o componente só não tinha tinta na ponta, o técnico fez uma boa limpeza, remontou e para sua alegria e satisfação ao ligar o carro o defeito sumiu. 

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