Oficina Brasil


O novo Passat em sua oitava geração é o sedan mais sofisticado da Volkswagen no Brasil

Com uma tela central de 23 cm, você não precisa tocar para acessar, basta o gesto de movimentar a mão lateralmente que o menu muda até chegar nas informações desejadas como rádio, fotos e funções do carro

Por Da Redação

Realmente o Passat é novo até na forma da sua fabricação com base na Estratégia Modular MQB. Com essa plataforma, as proporções foram elaboradas para serem mais dinâmicas, o que inclui a carroceria mais baixa, maior distância entre-eixos e rodas maiores. 

A Estratégia Modular MQB - Matriz Modular Transversal, é uma nova arquitetura do Grupo Volkswagen para a produção de veículos. O conceito consiste na padronização do processo de manufatura nas fábricas, estabelecendo por exemplo, a mesma sequência de montagem e proporcionando como grande vantagem a redução do tempo de produção dos veículos, além de garantir flexibilidade na produção. 

A MQB também permite compartilhar a base estrutural para o desenvolvimento de veículos de diferentes segmentos, gerando sinergia para todas as classes de automóveis.  

Essa base foi desenvolvida seguindo preceitos de baixo peso, utilizando aços de alta resistência que permitem aumentar a segurança e reduzir o peso total do veículo, o que colabora para a redução do consumo de combustível.  

A combinação de dimensões padronizadas e variáveis, através da estratégia modular MQB, reduz muito a complexidade da produção de um veículo, gerando ganhos no processo produtivo e economia de escala. 

Ao padronizar os componentes, a VW está tornando seus carros mais fáceis e rápidos de consertar, e o setor de peças não precisara manter tantas peças em estoque, porque os carros terão componentes comuns.  

Este sistema tornará os custos de fabricação dos carros menores, eliminando centenas de componentes semelhantes e acelerará os tempos de reparo. Este não é um conceito novo, já que muitos fabricantes de carros já usaram um único chassi para linhas inteiras de carros. 

O uso do sistema de Matriz Modular Transversal permite que todos os modelos terão a mesma posição no eixo dianteiro, caixa de pedais e posicionamento do motor, apesar da variação de distância entre-eixos, trilhos e dimensões externas.  

Isso só será perceptível do ponto de vista do fabricante. Para o cliente final não terá qualquer diferença perceptível. 
 
Evolução do modelo 
 
A Volkswagen tem aperfeiçoado continuamente o Passat há mais de quatro décadas. Para identificar os modelos, foram criados códigos, sendo B1 a primeira e atualmente estamos na B8, com o novo Passat. 

Para a fabricante Volkswagen, a letra B representa o segmento ao qual o Passat pertence e o número indica a geração do carro.  

Em retrospectiva, o estilo do carro foi influenciado principalmente pelo B1, o modelo original, de 1973, e pelas gerações a partir do B5 de 1996. 
 
A Volkswagen introduziu uma mudança de paradigma no Passat B5, enquanto todas as gerações anteriores eram carros equilibrados que ofereciam um elevado nível de conforto, excelentes características para o uso diário e espaço interno acima da média, nessa quinta geração a qualidade e o design deram um salto à frente, posicionando o Passat no topo de sua classe. Esse caminho foi seguido de forma consistente e com sucesso pelo B6 de 2005 e o B7 a partir de 2010. 
 
Embora tenha quase o mesmo comprimento do modelo anterior, o novo Passat teve sua distância entre-eixos ampliada em 79 mm. As rodas estão maiores e posicionadas mais nas extremidades, o que encurtou os movimentos de balanços dianteiro e traseiro. 
 
Ao mesmo tempo, o novo Passat ficou mais baixo e largo e com as mudanças no posicionamento do motor, foi possível reduzir o capô e deslocar o para-brisas para trás.  
 
O Novo Passat mede 4.767 mm, distância entre-eixos de  2.791 mm e as rodas dianteiras foram deslocadas 29 mm em direção ao para-choque dianteiro, as rodas traseiras também estão deslocadas 17 mm em direção ao para-choque traseiro, com isso o habitáculo foi alongado em 33 mm. 
Ao mesmo tempo, o Passat teve a altura reduzida em 14 mm (1.456 mm) e ganhou 12 mm na largura (1.832 mm).  
 
Dianteira tem presença inconfundível. O Novo Passat traz na dianteira desenho inconfundível. A grade foi concebida para ser maior do que os faróis, com quatro barras cromadas. Nas laterais, essas barras se dobram em direção aos faróis em uma forma trapezoidal.  

A barra inferior continua ao longo dos faróis. Acima da grade e dos faróis há outro filete cromado que se estende por toda a dianteira e continua lateralmente pela linha de caráter na versão Highline. 
Os faróis e a grade seguem o padrão da Volkswagen com seu alinhamento horizontal, passando a sensação de ser peça única.  
A borda dobrada abaixo da grade e dos faróis segue o curso superior do radiador e dos faróis como uma linha. Os contornos da grade do radiador e os faróis são refletidos na área inferior do para-choque. Os faróis de neblina são dispostos nas extremidades inferiores. 

Um sistema de iluminação inteiramente novo com faróis de LEDs com tecnologia de projeção utiliza dois módulos de lentes que projetam a luz na via, gerando claridade semelhante à luz do dia. O componente central desses faróis é o módulo externo multifachos. Além dos fachos baixo e alto, os faróis também geram as luzes dinâmicas de conversão. 
 
O módulo de lentes interno de facho plano é responsável pela chamada “iluminação de campo próximo”. Outro destaque dos faróis de projeção de LEDs são as luzes de condução diurnas com 32 LEDs.  
 
Os faróis de LEDs são complementados com o recurso  DLA - Assistente de Luz Dinâmico - que é controlado por meio de uma câmera, o DLA detecta veículos trafegando em sentido contrário ou à frente, coordenando a distribuição de luz dos faróis, evitando ofuscamento. 
 
O desenho do Novo Passat traz em sua traseira a forma da tampa do porta-malas, com uma seção negativa para dentro e as lanternas traseiras foram elaboradas de forma mais larga e leve.  
A versão Highline traz conjunto ótico traseiro diferenciado. Durante a frenagem, a iluminação que está na posição horizontal passa à posição vertical, causando efeito visual que chama a atenção dos demais condutores, contribuindo para a segurança do tráfego. Junto com as luzes traseiras e luzes de freio, os módulos de luz traseiros laterais também integram a luz indicadora. No módulo interno estão as luzes de direção e de neblina. 
 
O porta-malas também cresceu, ganhando 21 litros de capacidade para bagagens, agora totalizando 586 litros. 

Para quem olha o carro de frente e depois entra, logo percebe uma semelhança no painel de instrumentos com as saídas de ar em formato horizontal formando um elemento contínuo, interrompido pelos instrumentos e pelo relógio analógico, unificando forma e função.

A região dos pés também é iluminada. Ao se acionar a ignição, a iluminação ambiente e dos instrumentos e interruptores é realçada; todas as outras fontes de luz são diminuídas para um nível pré-definido individualmente. Quando a ignição é desligada, todas as fontes de luz são acionadas novamente para simplificar a orientação. 
 
Mas o que realmente impressionou nossos reparadores além do desempenho do motor turbo, foram as inovações tecnológicas que estão neste carro, na verdade chega a assustar ou fazer o motorista não acreditar que o carro vai parar sozinho quando o carro da frente também para.  

Além de parar, ele desliga o motor e quando o carro da frente sai, o motor é ligado e ele acompanha como se fosse autônomo, mas não é, apenas o novo Passat oferece recursos que garantem mais tranquilidade, conforto e segurança para o motorista no trânsito urbano ou nas rodovias. 

Como este carro tem um caminhão de tecnologia e um motor que acelera muito, fomos procurar oficinas que tem a mesma vocação para este tipo de carro. 

Na zona norte da cidade de São Paulo encontramos o Walter, mais conhecido como Pardal que é um mestre em motores e o seu discípulo e filho Filipe que cuida da eletrônica e da divisão esportiva.  

Ali perto também encontramos o Gilberto que utiliza tecnologia da Nascar americana para atender os clientes que querem sempre mais potência e desempenho dos seus carros. 

Oficinas 

Aerocar  - A Aerocar é uma empresa do ramo de reparação automotiva que iniciou suas atividades em 1989. O Gilberto lembra que o ramo da reparação é conhecido normalmente como “Oficina Mecânica”, porem com passar dos anos, os veículos automotores adquiriram tanta tecnologia embarcada, que a designação oficina mecânica não traduz mais a gama de serviços que uma “Oficina de Reparação Automotiva", tem que oferecer para atender os donos dos veículos atuais.  

Por outro lado os veículos mais antigos ainda continuam existindo, e muitos deles são cuidados pelos seus proprietários como se fossem um membro da família, considerando o valor afetivo e o estado impecável de conservação. Estes clientes também são muito bem atendidos e há ainda aqueles motoristas que gostam de apimentar o desempenho dos seus bólidos, os quais não deixamos de lado, afirma o Gilberto.  

A Aerocar oferece várias modalidades de incremento de potência para motores de todas as categorias. 

Para atender os clientes que sempre querem mais dos seus carros, o Gilberto também atua no ramo de restauração e tunning, dando à oficina a característica de multitarefas. 

O Gilberto conclui dizendo que das mais simples tecnologias dos veículos básicos nacionais, até às mais sofisticadas encontradas nos veículos importados de última geração, a oficina oferece serviços de reparos e preparação adequados ao tipo de uso sugerido pelo cliente, desde que estejam dentro da filosofia de trabalho da empresa. 

R. Maria Cândida, 910 Vila Guilherme - São Paulo – SP 

Auto Técnica Pardal Motores - Pardal Racing Team 

Em 1975 o Walter trabalhava no departamento de engenharia da fábrica de móveis de aço Fiel. Três anos depois, montou sua oficina e arrumava os carros até na calçada e depois conseguiu um salão melhor e começou a preparar carros de pista com o modelo Opala para as mil milhas de Interlagos.  

Depois com fusca, também bem sucedido, ganhou vários campeonatos até 1999 chegando a montar 11 fuscas na categoria Speed, os quais se mantiveram na corrida de forma surpreendente do 1º ao 10º lugar.  

A oficina continuava funcionando para atender aos carros de clientes e também os carros de competição. Surgiu a oportunidade de montar um Spider protótipo que no primeiro ano já foi vencedor e a dedicação a este modelo foi por mais dois anos. 

Com a necessidade de se fortalecer no mercado da reparação, o Walter aceitou participar da formação de um grupo de oficinas que é o GOE, no qual participou por mais de 12 anos. A participação no grupo de oficinas ajudou muito nas questões técnicas, administrativas e de equipamentos.  

Com a criação da Pardal Race Team o Felipe surge e oferece acessórios para várias equipes que competem na fórmula 1.600, ganhando muitos campeonatos e com isso se constata que o interesse por competição está em família.  

Empolgado com os carros de competição o Felipe recebe os carros na oficina, faz os ajustes necessários e quando chega o dia da corrida, ele acompanha as equipes, monitorando e orientando sempre que for preciso.  

A alegria deste time é revelada no final das competições quando o carro vencedor é um daqueles que passou ela preparação do Felipe e sua equipe. 

R. Araritaguaba, 247 - Vila Maria, São Paulo - SP 

Pilotando e dirigindo o novo Passat 

Para quem gosta de carros que oferecem desempenho, não basta dizer que vai dirigir, tem que acelerar e pilotar para descobrir o que os engenheiros da VW disponibilizaram no novo Passat, que tem um motor de dois litros turbinado que conseguiu mais nove cavalos em comparação como modelo da geração anterior. 

Com o Gilberto ao volante, logo veio a frase: andar com um carro desse pelas ruas de São Paulo não permite conhecer o que ele realmente oferece em termos desempenho.  

O conforto e segurança são mais perceptíveis e para quem tem o hábito de ter todo controle sobre o carro, esperar que o carro vai frear sozinho, desperta a desconfiança imediatamente do motorista, mas a tecnologia deste carro cumpre muito bem a sua função e realmente para quando se aproxima do carro da frente e o Gilberto até relaxa um pouco depois que o carro está parado. 

Existem algumas pessoas que vivem e respiram a esportividade automotiva o tempo todo e o Felipe é uma dessas pessoas que buscam soluções de desempenho onde outros não imaginariam que seria possível arrancar alguns cavalinhos trabalhando nos motores e em alguns componentes. 

Ao ver o novo Passat 2.0 TSI estacionado na frente da oficina, ele nem quis abrir o capô para ver o motor, o que ele realmente queria era acelerar e como toda oficina tem a sua pista particular de teste, logo fomos para uma avenida de teste. 

Como o carro oferece muita informação na tela central, deixamos no diplay as informações da pressão do turbo em tempo real e isso dividiu a atenção do Felipe em ficar olhando para tela e para a avenida. 

Surpreso com as reações do motor e com a pressão do turbo que não pensa para despejar toda potência, fez o piloto sorrir com o prazer de fazer uma tocada mais forte. Parece que ele gostou do carro! 

A experiência do Walter na oficina e na preparação cuidadosa de motores faz dele uma pessoa bastante técnica e com métodos que ultrapassam os limites comuns na preparação das peças e na montagem de um motor. 

Como ele é criterioso, logo ao entrar no novo Passat observou todo o requinte no interior do carro e logo saiu com tranquilidade por algumas ruas da Vila Maria. 

Ele não deixaria passar despercebido o câmbio DSG que em conjunto com o motor turbo proporciona um desempenho bem acima dos padrões dos carros de passeio que estão no mercado.

A potência do motor é bem distribuída com o auxílio da mecatrônica e mesmo que o piloto queira fazer alguns abusos, haverá sempre uma proteção que pode ser vista mas vai atuar quando for necessário proteger os ocupantes e o próprio carro. Dirigir ou pilotar um carro como esse fez o Walter dizer que a VW acertou muito bem e vai satisfazer os futuros compradores deste modelo. 

Motor e Câmbio 

O Novo Passat está equipado com o motor 2.0 TSI de 220 cavalos, e os 350 Nm de torque são entregues já a 1.500 rpm e se mantêm até 4.400 rpm. 
Sua potência máxima surge a partir de 4.500 rpm até 6.200 rpm mas, em rotações mais baixas, esse motor usa quatro injetores instalados no coletor da admissão que o tornam mais econômico. Para as rotações mais elevadas, entram em ação mais 4 injetores que estão instalados no cabeçote e injetam diretamente na câmara de combustão com o auxílio de uma bomba de alta pressão. 

Na sua terceira geração da família EA888, esse motor tem 1.984 cm³ de cilindrada e combina injeção direta de combustível com a ação do turbo- compressor, o que permite dirigir com alta eficiência energética. 

O peso do motor também foi reduzido e uma grande parte da redução deve-se ao novo cárter, ao virabrequim com peso reduzido, a refrigeração dos gases de exaustão através da integração do coletor de escape ao cabeçote dos cilindros, bandeja de óleo plástica e o uso de parafusos de alumínio. 

Um motor de quatro cilindros com oito injetores não é novidade para os nossos reparadores acelerados que possuem muita experiência na preparação de motores turbinados mas, para um carro original que já vem com esses recursos, é a evidência que as montadoras estão buscando o mais elevado desempenho com economia de combustível e redução de emissões de poluentes. Lembrando que ao preparar um motor na oficina, o objetivo maior é o desempenho sem se preocupar com as emissões de gases poluentes. 

O Passat está equipado como sistema start-stop que desliga e liga o motor em paradas de semáforo ou congestionamentos, visando à economia de combustível e redução de emissões de gases poluentes. 

Gerenciamento térmico eficiente 

Para os admiradores de carros com motor forte como o Felipe, o novo sistema de arrefecimento do TSI é totalmente eletrônico e permite um gerenciamento térmico preciso, com fase de aquecimento mais curta, isso reduz as emissões nesse estágio e as perdas por atrito, melhorando a economia de combustível.  

Um novo módulo rotativo de aletas foi desenvolvido para o controle térmico inteligente. Ele possibilita bloquear totalmente a entrada do líquido de arrefecimento no motor ou utilizar um fluxo volumétrico mínimo na fase de aquecimento. Com o motor quente, a temperatura do fluido pode ser ajustada rapidamente a vários níveis, em função da carga do motor e outros fatores externos. 
 
Novo cabeçote 

O Walter observou que uma característica desse motor, que é o sistema de circulação dos gases de escapamento refrigerado a água, totalmente integrado ao cabeçote do motor. Esse tipo de arrefecimento dos gases contribui para melhorar o consumo de combustível à plena carga do novo Passat. 
 
A maravilha desse o motor, comenta o Gilberto, está no cabeçote que tem variação do tempo de abertura das válvulas com duplo comando ajustável. A elevação das válvulas de escape pode ser ajustada em dois níveis, permitindo o controle ideal do processo de troca na admissão para melhor desempenho, economia e baixas emissões.

Mecatrônica 

A mecatrônica está alojada na caixa de câmbio, cercada por óleo DSG. É composto de uma unidade de controle eletrônico e um módulo eletro-hidráulico. 

A mecatrônica forma a unidade central de controle da caixa de velocidades. Todos os sinais dos sensores e todos os sinais das outras unidades de controle se reúnem neste ponto e todas as ações são iniciadas e monitoradas daqui.

Dentro desta unidade compacta estão doze sensores e apenas dois sensores estão localizados fora do sistema mecatrônico. 

Por meios hidráulicos, controla ou regula oito atuadores de engrenagem através de seis modulações, válvulas de pressão e cinco válvulas seletoras, também controla a pressão e o fluxo do óleo que refrigera as embreagens. 

As vantagens desta unidade compacta são: 

- A maioria dos sensores está integrada na parte interna; 

- Os atuadores elétricos estão localizados diretamente na mecatrônica; 

- As interfaces elétricas necessárias no lado do veículo são unidas em apenas um conector. 

Como resultado dessas medidas, o número de conectores e quantidade de fiação foi reduzido, isso significa que há maior eficiência e menor peso. 

Isso também significa que um alto grau de estresse mecânico é colocado na unidade de controle que trabalha com temperaturas de –40 ° C a +150 ° C e vibrações mecânicas de até 33 g e nada disso pode prejudicar a operabilidade do veículo.  

O Felipe comentou que já fez várias trocas da mecatrônica de carros que apresentam conflitos entre o câmbio e o motor, neste caso a solução é a troca do componente. 

DSG princípio básico 

A caixa de marchas direta compreende duas unidades de transmissão que são independentes entre si. 

Cada unidade de transmissão é construída na mesma forma como uma caixa de velocidades manual e para cada unidade de transmissão tem uma embreagem múltipla. 

As embreagens múltiplas são do tipo molhada e trabalham com óleo DSG. Elas são reguladas, abertas e fechadas pelo sistema de mecatrônica, dependendo da engrenagem a ser selecionada. 

1ª, 3ª, 5ª e marcha à ré são selecionadas via embreagem de múltiplas placas K1. 

2ª, 4ª e 6ª marchas são selecionadas via embreagem de múltiplas placas K2. 

Uma unidade de transmissão está sempre engatada e a outra unidade de transmissão tem a próxima marcha selecionada em preparação, mas com a embreagem ainda em posição aberta. 

Unidade de controle de sensores da alavanca seletora  

Quando nossos reparadores acionaram a alavanca da transmissão DSG, não imaginavam que nela está a unidade de controle dos sensores integrada a ela. 

Funciona como uma unidade de controle e como um sensor no mesmo tempo. 

Como unidade de controle, tem a função de controlar os solenoides de bloqueio da alavanca seletora. 

Também estão localizados nela os sensores que detectam a posição da alavanca seletora que envia a informação para acionar a operação Tiptronic. 

Os sinais da posição da alavanca seletora e os sinais da operação Tiptronic são enviados via o barramento CAN para a mecatrônica e para o a unidade de controle de informações no painel. 

A caixa de mudanças direta DSG disponibiliza várias funções: 

• Seis marchas para frente e uma marcha à ré; 

• programa de condução normal "D", programa de esportes "S", bem como 

alavanca do seletor Tiptronic e alavancas do volante Tiptronic; 

• A unidade de controle de mecatrônica, eletrônica e eletro-hidráulica forma uma unidade e está instalada na caixa de velocidade; 

• Função Hillholder - se o veículo começar a se mover quando estiver parado, com apenas uma leve aplicação de freio, a pressão da embreagem é aumentada e o veículo é mantido em posição; 

• Regulagem de deslocamento - permite o deslocamento do veículo quando estacionar, por exemplo, sem usar o pedal do acelerador; 

• Modo de emergência - em caso de falha, o veículo ainda pode ser acionado, com o modo de emergência ativado, em 1ª e 3ª marcha ou apenas na 2ª marcha. 

Sistema de freios  

Acelerando o novo Passat, o Walter pode notar que o carro é bem equilibrado e principalmente nas frenagens que são bem distribuídas, facilitando a dirigibilidade pelas ruas da cidade. 

Ele sabe que o carro está equipado com freios a discos nas quatro rodas e também possui sistemas de assistência a frenagem que garantem mais segurança, mas o motorista continua sendo o elemento principal na condução segura do veículo. 

Vamos ver o que os nossos reparadores descobriram no sistema de freio do novo Passat. 

Conforme a versão do veículo, as luzes de freio piscam em sequência mais rápida quando ocorre uma frenagem brusca a um velocidade acima de 80 km/h.  

Se a frenagem for mais prolongada, as luzes de advertência são automaticamente ligadas a uma velocidade abaixo de aproximadamente 10 km/h. Ao acelerar, as luzes de advertência serão desligadas por conta própria. 

No manual do carro encontramos uma informação sobre a luz de advertência que pode acender de modo isolado ou junto com uma mensagem de texto no display do instrumento combinado, sugere procurar imediatamente uma empresa especializada para que as pastilhas de freio sejam verificadas e as pastilhas gastas sejam trocadas. Não foi sugerida uma concessionária! 

O freio de estacionamento deste carro é eletrônico, basta apertar um botão no console que logo se ouve o ruído dos motores elétricos atuando nas rodas traseiras. Ao sair com o carro, o freio será liberado automaticamente. 

Auto hold é mais uma função que permite a parada do carro em subida, descida e até no plano sem a necessidade de ficar com o pé no pedal de freio. Ao sair, o sistema libera as rodas automaticamente. 

Programa eletrônico de estabilidade (ESC) 

O ESC auxilia a reduzir o risco de uma derrapagem e a melhorar a estabilidade de rodagem em determinadas situações de condução 

Controle de tração (ASR) 

O ASR diminui a forca de propulsão em caso de patinagem das rodas e adequa a forca de propulsãoàs condições da pista de rodagem. Por meio do ASR, a partida, a aceleração e a subida de aclives é facilitada. 

Assistente de frenagem (BAS) 

O BAS pode auxiliar a reduzir o trajeto até a parada. 

O BAS amplificará a forca de frenagem se o condutor pisar no pedal do freio rapidamente em situações de frenagem de emergência. 

Não diminuir a pressão sobre o pedal do freio quando o BAS regula. Em caso de redução da forca sobre o pedal do freio, o BAS desliga o servofreio. 

Bloqueio eletrônico do diferencial (EDS e XDS) 

O EDS freia uma roda que está patinando e transmite a forca de propulsão para as demais rodas de tração. 

O EDS desliga-se automaticamente em caso de um esforço elevado fora do normal para que o freio a disco não superaqueça. O EDS se religa automaticamente, assim que o freio tiver resfriado. 

O XDS exerce pressão sobre o freio da roda do lado interno da curva. Deste modo é melhorada atração. Isto ajuda o veículo a seguir na faixa desejada. 

Sistema de Frenagem Automática Pós-Colisão (Automatic Post-Collision Braking System). O Passat é equipado com o Sistema de Frenagem Automática Pós-Colisão, que aciona automaticamente os freios do veículo quando ele se envolve em uma batida, para reduzir a energia cinética residual. O acionamento do sistema de frenagem pós-colisão se baseia na detecção da colisão inicial pelos sensores dos airbags. 
 
O sistema aplica os freios até que o veículo atinja a velocidade de 10 km/h. A velocidade residual do carro pode ser usada para conduzi-lo a um local seguro. A frenagem do veículo pelo sistema é limitada pela unidade de controle do ESC a uma desaceleração máxima de 0,6 m/s. Esse valor é igual ao nível de desaceleração do City Emergency Braking e permite que o motorista possa assumir o comando do carro mesmo na ocorrência da frenagem automática. 
 
O motorista pode se “sobrepor” ao sistema a qualquer momento – se os sensores perceberem que o motorista está acelerando, por exemplo, o sistema é desligado. O recurso automático também é desativado se o motorista começar a frear fortemente, a um grau de desaceleração mais elevado. 

Front Assist (Sistema de monitoramento frontal) com City Emergency Braking. O Front Assist usa um sensor por radar integrado à frente do carro que monitora constantemente a distância dos veículos adiante. O Front Assist ajuda o motorista em situações críticas pré-condicionando o sistema de freios e alertando o condutor por meio de sinais (visual ou sonoro) – ou, em um segundo estágio, por meio de um breve solavanco. Caso o motorista não freie forte o suficiente, o sistema automaticamente gera força de frenagem para tentar evitar uma colisão. 
 
Se ainda assim o motorista não reagir, o Front Assist freia o carro automaticamente para proporcionar mais tempo para reação. Teoricamente, isso permite que o motorista evite uma colisão iminente ou, pelo menos, reduza a velocidade do impacto. O sistema também auxilia o motorista dando um sinal caso o carro se aproxime demais do veículo à frente. 
 
A função City Emergency Braking é uma extensão do Front Assist. Usando um sensor por radar, ela monitora a área à frente do carro. O sistema funciona abaixo de 30 km/h. Se houver perigo de colisão com um veículo andando ou parado à frente do carro e o motorista não reagir, o sistema de freios é pré-condicionado da mesma forma que com o Front Assist. Se necessário, o City Emergency Braking começa a frear com força para reduzir a severidade do impacto. O City Emergency Braking pode evitar uma colisão frontal iminente no último segundo. 

Suspensão e Direção 

No teste de rodagem com nossos reparadores, o Novo Passat mostrou que é muito confortável e isso se deve à mais recente geração da suspensão McPherson equipada na dianteira. As molas helicoidais são integradas a amortecedores telescópicos e as rodas estão suspensas por meio das estruturas de molas e braços triangulares inferiores. 

Todos os componentes foram reformulados para melhor funcionalidade e peso. Isso foi tornado possível, por exemplo, através da utilização de aço de alta resistência nas ligações transversais. 
 
O subchassi é posicionado centralmente sobre o eixo dianteiro; sua estrutura, projetada para máxima rigidez transversal, lida com cargas a partir dos suportes do motor e direção, bem como componentes da suspensão dianteira.

Agora totalmente tubular e, portanto, mais leve, a barra estabilizadora tem índice de flexão especificamente adaptado para garantir condução confortável e ágil ao novo Passat. Os coxins são vulcanizados diretamente na barra estabilizadora, assegurando excelente comportamento acústico e otimizando as respostas do componente, importantes para o comportamento dinâmico do carro. 

O detalhe desta barra estabilizadora com coxins vulcanizados é que se houver um dano, será necessário fazer a troca da barra inteira e o custo vai assustar muitos proprietários deste modelo, o Gilberto sabe disso. 
 
Um novo pivô de alumínio foi desenvolvido para o Passat. A utilização de alumínio e o design biônico desse suporte permitiram uma nova redução de peso. Por último, as características da suspensão e índices de molas foram adaptadas ao Novo Passat, em combinação à bitola 30 mm maior. 
 
Eixo traseiro modular. Na traseira, a suspensão reforçada e um eixo independente com quatro pontos de fixação proporcionam alto nível de conforto e movimentação ágil e segura do chassi.

Essa suspensão foi reformulada a partir das perspectivas de melhoria das movimentações, acústica, peso e modularidade. No entanto, nada mudou em relação à sua premissa de tratar separadamente rigidez longitudinal e transversal. A baixa rigidez longitudinal foi preservada pelo controle suave do eixo pelo elemento de arrasto; esta era uma pré-condição necessária para melhorar ainda mais o conforto. 
 
Além disso, a Volkswagen melhorou com sucesso a rigidez transversal, o que é fundamental para o comportamento da direção. Mudanças-chave no eixo traseiro são as conexões da barra estabilizadora tubular e do amortecedor, que agora são feitas na junta da mola. Isso reduz as forças dentro do eixo; há também vantagens significativas em aspectos de fixação e tamanho. 

Em complemento, o eixo foi feito mais leve graças a melhorias estruturais de muitos componentes e a utilização de aços de alta resistência. 

Direção 

A assistência da direção não e hidráulica, mas sim eletromecânica. A vantagem desta direção e que não são necessárias mangueiras hidráulicas, fluido hidráulico, uma bomba, filtros ou outras peças. 

O sistema eletromecânico economiza combustível. 

Enquanto um sistema hidráulico precisa de uma pressão de óleo constante, a alimentação de energia da direção eletromecânica é necessária somente ao manobrar. 

O Felipe descobriu que este carro assusta quando se faz movimento rápido no volante porque tem um atraso na resposta, quem pilota percebe estes detalhes!  
 
Mais tecnologia para uma direção segura. O Novo Passat é equipado com o sistema XDS+ (bloqueio eletrônico do diferencial), como função integrada ao controle eletrônico de estabilidade (ESC) para melhorar o comportamento dinâmico do carro. O XDS+ é uma evolução do XDS, já conhecido do modelo anterior. Sua atuação foi estendida agora para cobrir todas as situações em que o carro não está sendo freado. 
 
O novo sistema aumenta a agilidade e diminui a necessidade de movimentação do volante por meio de intervenções seletivas nos freios das rodas internas às curvas nos dois eixos. Além disso, o XDS+ funciona com quaisquer condições de aderência do piso. Isso resulta em uma dirigibilidade mais precisa. As conhecidas vantagens do XDS, como as saídas de frente consideravelmente reduzidas e a melhor tração, também foram aperfeiçoadas. 

Elétrica, eletrônica e conectividade 

É o que mais tem no novo Passat que traz de série tecnologias que eram opcionais, como o Painel Digital Programável (Active Info Display); seleção do perfil de condução com controle adaptativo da suspensão “DCC”; ACC - Adaptive Cruise Control (Controle adaptativo de distância e velocidade) com função de frenagem de emergência “City Emergency Brake” e sistema de monitoramento frontal “Front Assist” e, como maior destaque, a terceira geração do sistema Discover Pro, com tela sensível ao toque de 9,2 polegadas e controle por meio de gestos. 

Exclusivo no segmento – controle por gestos 

O Passat 2018 traz a terceira geração do sistema Discover Pro, a mais avançada da Volkswagen no mundo, que permite o máximo de conectividade e controle por gestos, recurso exclusivo no segmento. 

A tela possui agora 9,2 polegadas (a anterior era de 8 polegadas), ou cerca de 23 centímetros na diagonal – as dimensões a tornam semelhante a um tablet. Além disso, não há botões “físicos” (novamente como em um tablet, as teclas são sensíveis ao toque), formando uma superfície sofisticada totalmente em “black piano”. 

O controle por gestos – movimenta-se lateralmente a mão – permite acessar o menu de informações do sistema, alterar estações de rádio, selecionar músicas para reprodução, navegar pelas capas dos álbuns, fotos e pelas páginas do menu de funções do carro. 

O sistema Discover Pro permite conectividade avançada com os smartphones por meio do App-Connect (plataformas MirrorLink®, Apple CarPlay e Android Auto/Google). É possível utilizar apps como o Waze ou o Google Maps, para navegação, ou o Spotify, para músicas. 
Também traz recursos de comando de voz e navegação integrados, que se destacam pela facilidade de uso e interatividade com o painel de instrumentos, possibilitando uma condução mais segura e confortável. 
 
Esse sistema contempla o “MapCare”, que permite a atualização periódica gratuita da base de mapas. Fotos, vídeos e músicas em diversos formatos são alguns exemplos de mídias que podem ser “lidas”. 

O sistema de infotainment do Passat 2018 permite conexão de múltiplos telefones simultaneamente. Também é equipado com leitor de DVD, HD interno de com 60 gb de capacidade, entradas AUX-in e duas para cartões SD. 
 
Os comandos podem ser executados também pelos botões no volante multifuncional, ou por comandos de voz. É possível selecionar as mídias, operar o telefone e o sistema de navegação apenas utilizando a voz.  

Active Info Display 

O Passat 2018 passa a trazer de série o quadro de instrumentos totalmente digital (Active Info Display), outro recurso exclusivo no segmento. Nesse sistema, todos os instrumentos são implementados virtualmente via software. Somente as luzes/ícones na borda inferior do mostrador são implementados em hardware. 
 
Informações de navegação podem ser mostradas em 2D ou 3D, em uma tela de 12,3 polegadas. Sua resolução de 1.440 x 540 pixels permite gráficos extremamente precisos e de alta qualidade. Por exemplo, o modo de navegação: nesse caso, o velocímetro e conta-giros são deslocados para os lados, a fim de criar mais espaço para o mapa. 
 
As informações sobre as funções de condução, de navegação e de assistência podem ser integradas em áreas gráficas do velocímetro e conta-giros, conforme necessário. 
Dados que são exibidos no console central pelo sistema de infotainment, como contatos de telefone ou capas de CD, também podem ser exibidas no Painel Digital Programável. 

Sistema “Pro Active” (Proteção proativa dos passageiros). Caso o sistema proativo de proteção detectar uma situação de acidente potencial – como uma forte frenagem –, os cintos de segurança do motorista e do passageiro da frente são automaticamente pré-tensionados para assegurar a melhor proteção possível pelos airbags e sistema de cintos. Quando uma situação de condução altamente crítica e instável &eacut

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