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Fiat Argo Trekking 1.3 ganha aprovação das oficinas e passa fácil na avaliação dos reparadores

O hatch aventureiro da montadora italiana tem um bom espaço em torno do motor e livre acesso aos principais componentes, o modelou conseguiu surpreender e obteve muitos elogios

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Por Mario Curcio


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Antes de explorar o conteúdo da versão aventureira Trekking 1.3, é preciso resgatar a chegada do próprio Fiat Argo. O hatch começou a ser montado em Betim (MG) em maio de 2017. A fabricante investiu R$ 1,5 bilhão na criação do modelo e em adequações na fábrica. 

Características desse projeto como suspensões, freios e bom espaço livre no cofre do motor tornam esse modelo amigável com quem trabalha nas oficinas, como você poderá conferir nos depoimentos mais adiante.

O Fiat Argo modernizou a fábrica de Betim com processos e sistemas que a antiga Fiat Chrysler Automóveis (FCA, agora Stellantis) já havia adotado com sucesso na fábrica de Goiana, cidade pernambucana onde são produzidos os Jeep Compass, Renegade e a picape Fiat Toro.

Quando o Argo estreou no Brasil, a fábrica mineira passou a contar com cerca de mil robôs trabalhando conectados, alinhados com o que se chama atualmente de indústria 4.0. Vale dizer que em Betim também são feitos os Fiat Mobi, Uno, Grand Siena, a picape Strada, o utilitário Fiorino e a linha Doblò para carga e passageiros. Já o Cronos, sedã derivado do Argo, é fabricado na Argentina.

A planta de Betim também produz motores, entre eles os Firefly aspirados de três e quatro cilindros, que estrearam no Uno em 2016. E desde março de 2021 passou a fabricar também o GSE 1.3 turbo, derivado do Firefly de quatro cilindros, mas com cabeçote multiválvulas (os aspirados atuais usam duas por cilindro). 

SURGE A VERSÃO TREKKING 

O Argo Trekking chegou ao mercado em maio de 2019. Com esta opção aventureira, a montadora queria colocar o modelo Argo entre os cinco automóveis mais vendidos do Brasil. Em 2020 ele chegou muito perto disso: teve 65,9 mil unidades emplacadas e ficou em sexto lugar, com apenas 1,5 mil carros a menos que o quinto colocado.  

Na opção Trekking, o Argo foi levantado em 40 milímetros e tem altura livre total de 210 milímetros, o que facilita a passagem por valetas, lombadas e o uso em estradas sem pavimentação. O ganho de altura foi obtido com novas molas, amortecedores e pneus de uso misto com perfil mais alto (medidas 205/60 R15). Esses pneus trazem mais segurança em estradas de terra batida e oferecem boa tração em piso escorregadio.  

O Argo Trekking também é caracterizado por bancos de tecido encorpado com costuras cor-de-laranja e encostos bordados na dianteira. Recebe adesivo central no capô, teto preto, defletor de ar na tampa traseira, molduras plásticas nas caixas de roda e abaixo das portas, mais barras longitudinais no teto, além de faixas decorativas nas laterais e na traseira. Essa identidade visual do Trekking não traz nada exagerado ou de gosto duvidoso. 

A lista de itens de série inclui vidros, travas e retrovisores com ajuste elétrico, banco do motorista com regulagem de altura, ar-condicionado, central multimídia U-Connect e computador de bordo. O volante é multifuncional. Tem botões que controlam diferentes funções no carro. A direção conta com assistência elétrica.   

O carro também traz vários recursos eletrônicos de segurança, entre eles o sistema de monitoramento da pressão dos pneus.

A lista de opcionais tem dois pacotes. O mais acessível, de R$ 4.028, inclui rodas de liga leve e câmera de ré. O mais completo custa R$ 5.681 e recebe estes dois itens e também a chave presencial com botão de partida e o ar-condicionado com controle digital. 

Vale dizer que o Argo Trekking também conta com opção E.Torq 1.8, de R$ 85.306. Esse motor rende até 139 cv com etanol.

A transmissão neste caso é sempre automática de seis marchas. Os atuais concorrentes do Argo Trekking são o Hyundai HB20X e o Sandero Stepway. 

A reportagem de Oficina Brasil Mala Direta levou este Argo Trekking 1.3 a três estabelecimentos da zona sul da cidade de São Paulo para conhecer a opinião dos reparadores. O carro cedido pela Fiat tinha pouco mais de 2 mil quilômetros.  

Na Avenida João Dias, 115 está a oficina Alemão, dirigida por Maurício Guadani Dias – cujo apelido batizou a oficina – e sua filha Fabiana Guadani. Maurício trabalha no ramo desde 1965 e abriu o primeiro estabelecimento nos anos 1970. “Mas estou neste ponto da Av. João Dias desde 2002”, recorda. 

A filha Fabiana se interessou pela profissão ainda menina, vendo o pai trabalhar. Ela fez vários cursos técnicos, “especialmente em injeção eletrônica”, afirma. Grávida de um menino, Fabiana também carrega uma certeza: “Ele seguirá nossa profissão. Pra não restar dúvida eu já escolhi o nome. Vai se chamar Maurício como o avô!” 

No dia a dia Fabiana participa de todas as tarefas: recebe os clientes, coordena e ajuda a equipe. Também manobra os carros que precisam acessar os elevadores, instalados no fundo da oficina. Na imagem, Fabiana e o reparador Fábio Reis estão em pé. Agachados estão Maurício e Jáferson Lessa. Na Av. João Dias ocorrem os serviços gerais de oficina. “Também fazemos funilaria e pintura num espaço a 500 metros daqui”, diz Fabiana. 

Outra casa visitada foi a Engecar. Está na R. São José 67 e é dirigida por Michel Roger. “Comecei a trabalhar neste setor ajudando na oficina de um amigo do meu pai. Eu também gostava muito de mexer em jipes. Tenho oficina desde 1995 e vim para este ponto atual em 2002”, garante o proprietário. 

Michel acompanha tudo de perto e se divide entre as tarefas administrativas, a recepção dos clientes e o trabalho de reparador. Em sua sala há uma grande coleção de miniaturas. Chama a atenção na oficina a organização das ferramentas. A Engecar realiza serviços gerais em injeção, motor, freios, suspensão, funilaria e pintura. Também faz elétrica básica, revisões e troca de óleo.  

O terceiro local visitado pela reportagem foi a oficina Ingo, dirigida por Ingo Stilck e localizada na Av. Adolfo Pinheiro 1363. Ingo estudou Engenharia e também tem grande experiência no setor. “Tenho oficina há 35 anos. Estou neste ponto desde 2015”, afirma. Com seu nome e as cores da bandeira alemã na fachada, ele atrai muitos donos de importados da região. 

Sua mesa fica em uma posição estratégica, acima da área onde os carros são reparados. Dali ele vê toda a equipe e faz os trabalhos administrativos. A oficina Ingo realiza serviços gerais como manutenção de motor, câmbio, elétrica, ar-condicionado, suspensões, freios e troca de pneus. Também dá assistência aos clientes quando precisam de outros serviços. Durante a visita à oficina fomos atendidos por Mílton Silva (à esquerda) e pelo próprio Ingo Stilck. 

PRIMEIRAS IMPRESSÕES 

A experiência da Fiat brasileira contou muito para o resultado final do carro avaliado. A intenção da fabricante era que o chamado Projeto X6H fosse o melhor de todos os hatches já montados em Betim. Segundo a empresa, cada componente enviado à fábrica para a produção do carro passa por validações. Quando lançado em 2017, o Argo já contava com alto índice de nacionalização, acima de 90%, de acordo com a montadora. Ainda segundo a Fiat, 45% dos aços aplicados na carroceria são de alta resistência, sendo 10% estampados a quente. 

O Argo teve seu desenho inspirado no Tipo europeu. Apesar dos quatro anos desde sua estreia, ele se mantém atual. A versão Trekking tem bom acabamento interno. Apesar da grande quantidade de plásticos, os materiais empregados são agradáveis ao toque no painel, nas portas e no volante. Não há rebarbas e os encaixes entre as peças são corretos. 

As saídas de ar com acabamento cromado causam boa impressão, assim como a quantidade de porta-objetos espalhados pelo interior do carro e os para-sóis com espelhos. Há dois porta-copos na frente, outro para quem viaja no banco traseiro e em cada porta é possível levar garrafinhas com tampa. 

A capacidade de 300 litros no porta-malas é adequada à proposta do carro. São 25 litros a mais que no Chevrolet Onix, o carro mais vendido do País desde 2015. E o espaço para bagagem permite a fixação de uma rede para impedir que as compras de mercado ou outros objetos fiquem soltos. O estepe de uso temporário tem medidas 175/65 R14 e fica dentro do porta-malas, escondido sob uma tampa.  

Quem vai no banco traseiro também aprova o Argo: “Ele parece compacto, mas é espaçoso, confortável e o cinto de segurança não fica raspando no pescoço”, afirma o reparador Jáferson Lessa, da oficina Alemão. O espaço razoável para as pernas de quem viaja no banco de trás é consequência da distância entre-eixos de 2,52 metros.  

AO VOLANTE 

O motor Firefly 1.3 utilizado no Argo Trekking da reportagem agradou de maneira geral aos donos de oficina. “Tem bom torque em baixa rotação”, garante Michel Roger, da Engecar. Maurício Guadani, da Alemão, também aprovou o desempenho, mas achou o volante um tanto sensível andando pelas ruas a cerca de 50 km/h.  

Ingo Stilck, dono da oficina que leva seu nome, tem cerca de 1,90 metro, mas encontrou fácil a posição de dirigir e elogiou um dos opcionais: “Muito boa a câmera de ré. E seu visualizador gráfico ajuda nas manobras.”. Ingo conhece bem o hatch porque sua esposa tem um Argo, mas na versão Drive com motor 1.0. 

A ergonomia é mesmo um ponto favorável a esse Fiat. O volante recebe controles frontais (ao lado da buzina) e também atrás das hastes. O acerto alcançado pela Fiat no conjunto molas-amortecedores resultou num carro realmente agradável. 

Os proprietários das oficinas rodaram por áreas residenciais, sempre com lombadas e valetas. Os quatro centímetros a mais na altura da carroceria evitam aquelas raspadas frequentes da dianteira, traseira ou do sistema de escape. 

MOTOR 

Na metade de 2016, antes mesmo da estreia do Argo, a Fiat já havia aplicado cerca de R$ 1 bilhão na ala de motores de Betim para produzir a família Firefly de três e quatro cilindros, que utiliza bloco e cabeçote de alumínio. Esse investimento foi feito em consequência do programa Inovar-Auto, lançado pelo governo em 2012 com o objetivo de tornar os carros brasileiros mais econômicos e menos poluentes.   

Um fator que agradou muito a todos os reparadores foi o espaço no cofre do Argo e o acesso aos principais componentes: “O filtro de óleo instalado na vertical facilita muito a substituição”, diz Fabiana Guadani.

Ela também elogia o acesso às duas sondas instaladas no catalisador. Michel Roger, da Engecar, chama também a atenção para fato de o coletor de escape do motor Firefly ser integrado ao cabeçote. E tanto Fabiana como Michel apontaram a facilidade de acesso ao motor de arranque e à correia de acessórios.

Nestes motores Firefly, o comando de válvulas é acionado por corrente metálica interna, outro ponto a favor pela durabilidade maior que a das correias de borracha. “E repare que o sensor de fase do comando também tem fácil acesso”, aponta Michel, com o carro sobre o elevador. “Também é fácil substituir velas e acessar os bicos injetores e a flauta de injeção”, diz o proprietário da Engecar. Vale ressaltar que o sistema de partida a frio do Argo é integrado à injeção e dispensa o subtanque de gasolina.

Michel Roger também apontou como vantagem o bom acesso aos coxins do motor e do câmbio. Mílton Silva, da Ingo, destaca o bom acesso ao corpo de aceleração do carro, “porque é fácil remover o filtro de ar”. O reparador ressaltou ainda o livre acesso à válvula termostática e também à central eletrônica do motor.

É preciso dizer aqui que nada disso ocorre por acaso. De acordo com a Fiat, sua divisão de autopeças Mopar trabalha junto à engenharia da montadora desde a concepção do motor, para que ele seja eficiente também no momento da manutenção, não apenas quando está funcionando.

Os Firefly 1.0 e 1.3 têm funcionamento suave. Quando apresentados em 2016, muita gente estranhou o fato de utilizarem apenas duas válvulas por cilindro, já que seria possível obter mais potência com quatro. Neste caso, a montadora privilegiou a solução que resultaria em simplicidade e boa força em baixas rotações. De acordo com a Fiat, o 1.3 produz 13,7 kgfm a 3.500 rpm.

Esses motores também recebem um comando de válvulas único com variador de fase, capaz de alterar seu sincronismo e melhorar o rendimento conforme a condição de uso do carro. De acordo com o programa de etiquetagem do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o Argo Trekking recebe a nota B no selo de eficiência energética (que vai de A até E). Em uso urbano ele faz 8,4 km/l com etanol e 12,1 km/l com gasolina. Na estrada são 9,7 km/l com o combustível de origem vegetal e 13,6 km/l com o derivado de petróleo. 

TRANSMISSÃO 

O Argo utiliza a receita mais comum na indústria automobilística atual: motor dianteiro transversal e tração também dianteira. A versão Trekking 1.3 recebe um câmbio manual de cinco marchas bem escalonado e eficiente.  

Michel Roger achou a alavanca do câmbio um pouco mole, mas admite que os engates são fáceis. Maurício Guadani se sentiu à vontade no Argo e aprovou a facilidade dos engates. Ingo Stilck chamou a atenção para o ruído de engrenagens ao esticar marchas, mas gostou da transmissão. 

Todos os profissionais ouvidos na reportagem elogiaram a posição da caixa sob o carro e a facilidade de acesso quando é preciso trocar a embreagem. E o proprietário da Engecar, Michel Roger, ressalta outra qualidade: “A embreagem tem acionamento hidráulico e seu atuador fica externo ao came.” 

FREIO, SUSPENSÃO E DIREÇÃO 

O Fiat Argo Trekking utiliza soluções comuns, comprovadas e eficientes, como é o caso dos freios dianteiros com discos ventilados e os traseiros a tambor. “É o feijão com arroz”, comenta Michel. Os discos têm 257 milímetros e as pinças são flutuantes. Os tambores medem 203 milímetros e recebem sapatas autocentrantes e regulagem automática de jogo.

A substituição de pastilhas e lonas é simples.  

Fabiana Guadani gostou da posição por onde passam os cabos do freio de estacionamento: “Eles ficam protegidos onde estão”, ressalta. Sob o carro, Fabiana também destaca a conexão de borracha entre o tanque de combustível e o tubo de abastecimento. “Em alguns carros é preciso soltar o tanque para trocar essa peça.” Michel Roger destacou o bom acesso ao filtro de combustível.

Ainda sobre os freios, Maurício Guadani aprovou a eficiência do sistema ABS com distribuição eletrônica da força de frenagem (EBD): “Ele impede o travamento das rodas sem emitir aquele ruído desagradável que vem da parte de baixo”, diz, referindo-se àquela sensação de algo raspando sob o carro quando o sistema antitravamento entra em ação. Michel e Ingo também gostaram do funcionamento dos freios.

As suspensões dianteira e traseira também fazem parte do beabá das oficinas: McPherson na frente e eixo de torção com rodas semi-independentes atrás (foto 25), nos dois casos com molas helicoidais e amortecedores hidráulicos. 

“Ele lembra muito o Palio por baixo”, afirma o proprietário da Engecar. “Outro ponto positivo é a facilidade na substituição das buchas de bandeja da suspensão dianteira. Michel só não gostou da proximidade entre a mola traseira esquerda e uma das curvas do tubo de escape. Mílton Silva, da oficina Ingo, aponta que a troca dos amortecedores traseiros é facilitada por aberturas na forração do porta-malas , o que evita a retirada total da cobertura.  

O sistema de direção do Argo utiliza pinhão e cremalheira e conta com assistência elétrica. Mais leve e moderno, o equipamento também contribui para a diminuição do consumo de combustível. Sua assistência regride com o aumento da velocidade do carro. 

Ingo Stilck e Michel Roger gostaram do peso da direção com o carro em movimento e durante as manobras. Segundo a Fiat, a direção elétrica do Argo foi recalibrada para a versão Trekking.  

ELÉTRICA, ELETRÔNICA E CONECTIVIDADE 

A arquitetura elétrica do Argo Trekking permite recursos como o Follow Me Home, que mantém os faróis acesos temporariamente quando o motorista desliga o carro. Com isso ele pode caminhar por alguns metros e chegar até a porta de casa ou elevador do prédio com segurança. 

Mílton Silva chama a atenção para a facilidade de substituição das lâmpadas dos faróis principais e também dos auxiliares. Fabiana Guadani afirma que a conexão OBD2 poderia ter acesso mais fácil. “Ela fica oculta atrás de uma cobertura abaixo da coluna de direção (foto 29). Com o tempo os encaixes plásticos ressecam e podem se quebrar no momento da remoção”, recorda Fabiana. 

O chaveiro do Argo Trekking aciona as travas, vidros e porta-malas. E as portas se trancam automaticamente assim que o carro atinge 20 km/h. Os retrovisores contam com ajuste elétrico, repetidores de seta e a função tilt down, que baixa o foco automaticamente com a ré engatada, o que facilita a visualização da sarjeta na hora de estacionar. 

O computador de bordo do Argo Trekking informa consumo médio ou instantâneo, autonomia, velocidade média e tempo de percurso. E central multimídia tem funcionamento intuitivo e conta com Android Auto, Apple Car Play, Bluetooth, reconhecimento de voz e entradas USB, uma delas abaixo da central e outra entre os bancos dianteiros, com fácil acesso para quem vai no banco de trás. Para espelhar o celular na central é preciso sempre um cabo. 

Outro recurso presente no Argo Trekking é a sinalização de frenagens de emergência (função ESS), que faz as luzes traseiras piscarem numa freada mais forte, reduzindo a possibilidade de colisões, especialmente em estradas. 

Os recursos de segurança do carro incluem ainda controles eletrônicos de tração (TC) e de estabilidade (ESC). Há também o assistente de partida em rampa. Os vidros elétricos das portas contam com sistema um-toque para descida ou subida. 

PEÇAS DE REPOSIÇÃO 

Por ter quatro anos de mercado e ser fabricado no País, não é difícil encontrar itens de reposição para este hatch. “Procuro utilizar peças originais Fiat e conto com a ajuda de uma concessionária Sinal a uma quadra da nossa oficina”, garante Fabiana Guadani. 

“Também não tenho problema para achar itens de reposição, eles se encontram na rede de autopeças e os preços praticados estão na média do mercado”, diz Michel Roger, da Engecar. “E como nossa oficina é uma autorizada Bosch, sempre que possível aplico as peças dessa marca”, diz. 

Ingo Stilck concorda com os concorrentes: “Não temos problemas, encontramos tudo à pronta entrega”, garante. Em 2017, a divisão Mopar inaugurou um grande centro de peças em Hortolândia (SP) capaz de suprir 400 concessionárias de oito Estados (entre eles São Paulo) com o envio mensal de 2 milhões de peças. 

Há quatro anos esse centro de distribuição já reunia mais de 40 mil itens diferentes, de parafusos a centrais multimídia. E em 2019 a Mopar também desenvolveu uma loja oficial dentro do Mercado Livre. 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS 

Os proprietários da oficina Alemão citam a facilidade de obter informações sobre o Argo a partir de buscas pela internet. “Já recebemos esse carro na oficina e não tivemos dificuldades”, garante Fabiana Guadani. Seu pai confirma: “Só é preciso ter um bom equipamento de diagnose e um mecânico bem treinado”, diz Maurício. 

Michel Roger também utiliza a web quando precisa fazer reparos na linha Fiat. “Normalmente, recorro à internet e também a alguns manuais técnicos por assinatura”, afirma. Ingo Stilck conta com a rede mundial de computadores e às vezes recorre à ajuda de concessionárias Fiat. 

Vale recordar que a fabricante mantém o site www.reparador.fiat.com.br e basta criar um ID para acessar as informações. No entanto, o site ainda não contém informações do Argo porque o carro tem menos de cinco anos de mercado. 

RECOMENDAÇÃO 

Quando se trata da recomendação pelos reparadores o veículo traz algumas percepeções . As indicações desses profissionais decorrem especialmente da facilidade de acesso aos componentes do motor e pela adequação do projeto do carro à realidade do consumidor brasileiro. 

O hatch foi uma unanimidade nas três oficinas visitadas. “É um carro que facilita a vida dos profissionais como nós e por isso eu indico a quem pretende comprar um”, diz Fabiana Guadani. “Também recomendo. É um carro realmente bom, confortável e prático”, garante Maurício Guadani. 

Michel Roger afirma que o Argo Trekking é um carro apreciável pelas características gerais. “Também recomendo. Tive uma boa impressão pela facilidade de manutenção e simplicidade do projeto”, garante o proprietário da Engecar. 

Os argumentos de Ingo Stilck consideram sobretudo a questão financeira: “É um carro com custo-benefício muito bom. Recomendo o Argo pelo custo das peças tanto na rede autorizada como no mercado de reposição”, conclui. 

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