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Editorial - Marcelo Gabriel

Trabalho duro e otimismo nunca mataram ninguém, muito pelo contrário

Vivemos um mês de maio atípico e com uma velocidade nos últimos quinze dias de assustar até os mais corajosos:

Afastamento de presidente, presidente interino, redução de ministérios, aprovação de déficit primário de 170,5 bilhões de reais, dois ministros demitidos por declarações pouco republicanas e dois novos slogans para o Brasil: ordem e progresso como assinatura do governo e o já famoso “não fale em crise, trabalhe” com a assinatura do presidente em exercício.

Sem me ater demais às raízes históricas do Ordem e Progresso, de clara inspiração positivista de Benjamin Constant, o que saltou aos olhos foi o retorno ao óbvio e à mensagem a que estamos expostos desde 1889, que se contrapõem de forma direta ao que vimos nos últimos anos: a desordem e o retrocesso.

Desordem em relação à coisa pública, às instituições, à moralidade e aos princípios éticos mais básicos. E retrocesso em relação à nossa inserção internacional, nossa competividade e nossos anseios enquanto nação. Associar uma relação de causa e efeito entre a ordem e o progresso parece demasiado filosófico mas reflete uma lógica do trabalho duro (não necessariamente pesado) em que organizar (ter ordem) leva a melhores resultados e a grandes conquistas pessoais e profissionais (o progresso).

Já a frase que o presidente interino mandou colocar em outdoors por todo o Brasil “não fale em crise, trabalhe” traz um pouco do que vimos compartilhando ao longo dos últimos anos nos editoriais do Jornal Oficina Brasil: não há crise para quem trabalha e, acima de tudo, não há crise no mercado de reposição, conforme fica comprovado nas conversas que temos com empresários de todos os elos do mercado: fabricantes, distribuidores, varejistas e reparadores.

Recentemente o Grupo Oficina Brasil esteve presente na convenção da ASDAP em Porto Alegre e pediu aos organizadores que perguntassem aos participantes antes do evento para avaliar seu negócio em relação ao ano anterior com 3 opções de resposta: está pior, está igual ou está melhor. O resultado não poderia ser mais revelador da realidade: 45% dos respondentes declarou que estava igual e 55% declarou que estava melhor. Isso mesmo! Ninguém disse que piorou.

E é de exemplos como esse que advém nosso otimismo em relação ao mercado em geral e aos reparadores em particular. Nunca tivemos tantos veículos para reparar e com as previsões nada alentadoras das montadoras vamos ter nossos melhores anos, por vários anos. Uma estimativa recente feita pela CINAU aponta que a queda da venda de carros novos até 2021 (quando se projeto a retomada) vai ter um baixo impacto no mercado de reposição em função da idade média muito baixa da frota em circulação e do aumento do valor médio do reparo ao longo da vida útil dos veículos que, por força das circunstâncias econômicas e políticas, ficarão mais tempo nas mãos de seus atuais donos.

Com este cenário positivo começamos o mês de junho, trabalhando duro e otimistas como sempre em nosso mercado e na capacidade de realização dos reparadores independentes, os heróis anônimos que mantém e manterão pelos próximos anos a crescente frota brasileira em circulação.

Marcelo Gabriel

Diretor

 

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