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Sistema de Freios: revisão e troca de pastilhas.

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Matéria da edição Nº135 - Maio/2002

Fundamental para a segurança, o sistema de frenagem requer atenção redobrada e periódica no desgaste dos componentes, substituindo-os antes que percam a eficiência.

Sistema de Freios: revisão e troca de pastilhas

Fundamental para a segurança, o sistema de frenagem requer atenção redobrada e periódica no desgaste dos componentes, substituindo-os antes que percam a eficiência.

O material de atrito, comumente chamado de pastilha de freios, responsável pela redução da velocidade do veículo no momento da frenagem é um dos itens sujeitos a maior desgaste, exige acompanhamento constante e tem sua substituição programada, seja por quilometragem rodada ou por espessura mínima do material.
Alguns veículos mais modernos já possuem sistemas de aviso, seja ele sonoro, luminoso - luz-espia no painel -, ou alerta monitadorado pelo computador de bordo.
É recomendável realizar uma inspeção periódica nas pastilhas a cada 5.000 km, verificando o desgaste da pastilha e espessura do disco. Este sistema é um dos principais testes previstos no Programa de Inspeção de Segurança Veicular, e será realizado através de frenômetros de rolo, onde além da verificação da eficiência de frenagem, é avaliado a equalização do esforço aplicado em cada roda.

Passo-a-passo - Antes de iniciar a substituição das pastilhas é fundamental observar as recomendações do fabricante constantes no manual do proprietário, seguindo as especificações do componente e aplicando peças de procedência idônea e reconhecidamente de boa qualidade.

1) Remoção e Inspeção
• Com o veículo ainda no solo, solte parcialmente os parafusos de fixação das rodas;
• Eleve o veículo em um elevador e complete a retirada das rodas;
• Desmonte os pinos/travas das pinças de freios e remova as pastilhas (a espessura mínima admissível é de 2,0 mm - utilize um paquímetro para efetuar esta medição);
• Abra o sangrador da pinça de freio e, com auxílio de uma mangueira e um recipiente, recolha o fluido usado;
• Reinstale o pistão da pinça de freio em seu lugar de origem (pode haver até dois pistões por pinça);
• Faça a medição e confira a espessura mínima do disco (este valor está marcado no próprio disco);
• Caso não seja feita a substituição dos discos por componentes novos, proceda a retífica dos discos, para que não haja irregularidades entre as superfícies de contato entre os discos e as pastilhas;
• Verifique o estado geral e desgaste dos pinos e coifas da pinça de freio e sua correta lubrificação.

2) Substituição
• Coloque o disco retificado ou novo e fixe a pinça de freio;
• Instale as pastilhas de freio novas e monte os pinos/travas do sistema com graxa adequada (alguns sistemas possuem placas silenciadoras montadas na parte traseira das pastilhas);
• Proceda a sangria de freio e aproximação das pastilhas aos discos, acionando repetidamente o pedal de freio (bombeando o pedal controladamente);
• Verifique o nível do fluido de freio no respectivo reservatório.
• Reinstale as rodas, aperte parcialmente os parafusos (ou porcas) de fixação, abaixe o veículo no solo e dê o torque nos parafusos (ou porcas) das rodas.

Cuidados e observações
Oriente o cliente para que aplique o freio de forma suave e gradativa após a troca das pastilhas, para que haja o perfeito assentamento. Isto ocorre após alguns quilômetros rodados (em geral, após os primeiros 500 km).
Caso esta substituição seja executada em uma manutenção preventiva ou corretiva às vésperas de viagens, oriente o proprietário do veículo para que mantenha distâncias seguras dos veículos da frente, evitando frenagens bruscas com os freios em fase de assentamento.
É recomendável realizar reduções de velocidade no veículo, caindo de 80 km/h para 60 km/h, para 40 km/h e até a parada total com acionamento suave e gradativo dos freios, repetindo esta manobra por cinco ou seis vezes, como forma de executar um assentamento controlado das pastilhas.
Se observar que existe trepidação no pedal ao acionar os freios, verifique os discos - isso pode ocorrer se não houve um bom serviço de retífica nos discos usados, pela diferença entre a superfície de contato entre ambos.
Nunca misture fluidos de freios de especificações diferentes (DOT 3 e DOT 4), pois pode haver reação química entre eles.

 

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