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Fri08222014

Última atualização09:34:15 PM GMT

Manutenção simples marca Chevrolet Prisma

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Sem grandes segredos, o sedan de entrada da GM apresenta similaridades com outros  veículos da marca, o que o torna um carro de fácil reparo

 

Desde que foi lançado, em 2006, o Chevrolet Prisma passou por algumas pequenas modificações, principalmente sob o capô. A estreia do ‘seu primeiro grande carro’, como dizia o slogan da campanha publicitária de apresentação do modelo, marcou a volta do motor 1.4 litro nos veículos da GM.

A mudança mais significativa foi a adoção do coletor de admissão em plástico e do sistema drive by wire (acelerador eletrônico) que permitiram ao sedan popular saltar de 89/97 cv de potência (gasolina/álcool) a 6.200 rpm para 95/97 cv (g/a) a 6.000 rpm.

As alterações também ajudaram o Prisma a ganhar força. O modelo de lançamento tinha torque de 12,4/12,9 kgfm (g/a) a 3.200 rpm. O novo, modelo 2010, tem 13,2/13,7 kgfm a 2.800 rpm. O resultado refletiu negativamente no consumo. Segundo dados da GM, os primeiros Prismas quando abastecidos com gasolina apresentavam consumo de 13,1 / 18,5 / 15,5 Km/l (Cidade/Estrada/Média) e com álcool, de 9,3 / 13,1 / 11,0 km/l.

Já o modelo 2010, com gasolina em trecho urbano é de 13 km/l, de 18,3 km/l na estrada e 14,9 km/l em trecho combinado (cidade/estrada). Com álcool, o consumo na cidade subiu para de 9,0 km/l, de 12,4 km/l na estrada e de 10,3 km/l na média combinada (cidade/estrada).

Apesar disso, o motor 1.4 litro Econo.Flex desenvolve boa potência em relação ao peso do veículo, 905 kg, o que deixa o pequeno sedan bem esperto e torna a condução prazerosa, na medida do possível.
Outra novidade do modelo 2010 é a presença do sensor de oxigênio (sonda lambda) pós-catalisador. Isso indica que o Prisma já atende a Resolução Conama nº 354, de 13 de dezembro de 2004, que obriga as montadoras a disponibilizar 60% dos veículos novos com sistema OBDBr-2 (veja quadro).

Sob o capô

Levamos o Prisma para avaliação na Engin Engenharia Automotiva, oficina do conselheiro editorial Paulo Aguiar, localizada no bairro de Santo Amaro, em São Paulo. Sob o capô, o primeiro item que chama atenção foi o novo coletor de admissão de plástico e o acelerador eletrônico (drive by wire).


Com motor Econo.Flex de 1.4 litro, Prisma rende  97 cv de potência (álcool)

“A embreagem continua sendo feita por cabo, não é hidráulica”, observa Aguiar, ao comentar ainda que o sistema de injeção é fornecido pela Delphi e as correias são Dayco. “Para substituir a correia poly-V é preciso remover o coxim lateral do motor, o que demanda maior tempo para o reparador realizar o trabalho”, nota o reparador.

Outro ponto destacado por Aguiar é a posição do catalisador, localizado bem no começo do coletor de escape. “O reparador deve tomar cuidado para não queimar a mão ao trocar o filtro de óleo, pois o catalisador está muito próximo”, alerta.

Undercar
Por baixo, as principais alterações, segundo Aguiar, são as novas buchas da barra estabilizadora do eixo dianteiro, que podem ser removidas com facilidade. “Elas foram modificadas para evitar o barulho de rangido da suspensão”, aponta o reparador.



Outro item que chamou atenção foi o filtro de combustível, que está agora ao lado do tanque e não na frente, como nos primeiros modelos. Essa mudança foi necessária pois o Prisma ganhou um novo tanque de 54 litros, em substituição ao antigo, de 47,8 litros. Com isso, ganhou autonomia que, segundo a Chevrolet pode chegar até 1.000 km.

A suspensão é do tipo McPherson na dianteira, independente, com molas helicoidais com carga lateral, amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados a gás, barra estabilizadora ligada a haste tensora.
Na traseira é do tipo semi-independente, com braços oscilantes, molas tipo barril progressivas, amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados a gás.
A direção é hidráulica, sem troca do óleo. Segundo a montadora, o lubrificante recomendado é o Dextron II ACDelco, e o sistema utiliza 0,9 litros.
Os freios são a disco ventilados na dianteira, de 236 x 20 mm, e a tambor na traseira, de 180 x 30 mm.

Manutenção

Fazer a manutenção no Chevrolet Prisma é relativamente simples, tendo em vista as similaridades do veículo com outros modelos da GM, como o Celta, e a família Corsa. No mercado de reposição, é relativamente fácil encontrar peças para o modelo, tanto genuínas quanto originais, e também não originais.
O cofre do motor oferece espaço suficiente para trabalhar, sem a necessidade de contorcionismo. Apesar de a GM não ser uma parceira declarada no que diz respeito a informação técnica, após 85 anos de presença no mercado brasileiro algumas tecnologias da marca já não são um bicho de sete cabeças e isso faz com que a manutenção, sob o ponto de vista das informações técnicas, se torne relativamente simples e sem segredos.













1. O conselheiro Paulo Aguiar, da Engin, avalia as novidades do Prisma; 2. A nova bucha da barra estabilizadora chama atenção pela facilidade de remoção; 3. Pronto para o OBDBr-2, sedan conta com sonda pós-catalisador. 4. Bandeja da suspensão dianteira é a mesma da família Corsa; 5. Com um novo tanque, o  filtro de combustível teve de ser reposicionado; 6. Para trocar a correia poli-V é preciso soltar o motor.

O que é o OBDBr-2?

O sistema de diagnose a bordo (OBD) foi previsto no artigo 10 da Resolução Conama nº 315, de 29 de outubro de 2002, e regulamentado pela Resolução Conama nº 354, de 13 de dezembro de 2004, e foi introduzido nos veículos comercializados no Brasil em duas etapas.
A primeira, a OBDBr-1, teve início em 2007, e no ano passado, contemplou 100% dos veículos leves de passageiros, produzidos ou importados para o mercado interno. A partir deste ano, 60% dos veículos passam a ser vendidos com o sistema OBDBr-2.
Pela resolução Conama, o OBDBr-2 complementa as funções e características do sistema OBDBr-1, e deve detectar e registrar a existência de falhas de combustão, deterioração dos sensores de oxigênio primários e eficiência de conversão do catalisador que acarretem aumento de emissões, e também apresentar características mínimas para a detecção de falhas, quando aplicável, nos seguintes componentes:
Sensores de Oxigênio (pré e pós-catalisador);
Válvula de Controle da Purga do Cânister; e
Outros componentes que o fabricante julgue relevantes para a correta avaliação do funcionamento do veículo e controle de emissões de poluentes.

A resolução determina que o sistema OBDBr-2 deve indicar a falha de um componente ou sistema quando o veículo produzir emissões superiores de acordo com os níveis preconizados no PROCONVE L-5, como segue:

a) monóxido de carbono (CO): 2,0 g/km;
b) hidrocarbonetos totais (THC), somente para veículos a gás natural: 0,30 g/km;
c) hidrocarbonetos não metano (NMHC): 0,05 g/km;
d) óxidos de nitrogênio (NOx) para motores do ciclo Otto: 0,12 g/km;
e) óxidos de nitrogênio (NOx) para motores do ciclo Diesel: 0,25 g/km;
f) aldeídos (HCO), somente para motores ciclo Otto (exceto gás natural): 0,02 g/km;
g) material particulado (MP), somente para motores ciclo Diesel: 0,05 g /km;
h) teor de monóxido de carbono em marcha lenta, somente para motores do ciclo
Otto: 0,50% vol.

Assim, o sistema OBDBr-2, tal como o OBDBr-1, pode ser visto como um ‘dedo-duro’ da eficiência do motor, uma vez que sempre que houver mau funcionamento que acarrete em aumento de emissões de gases (motor desregulado), uma luz no painel acenderá para alertar o motorista. Porém, o OBDBr-2 segue limites mais rígidos, principalmente na emissão de hidrocarbonetos (HC), óxido nitroso (NOx), aldeídos (HCO) e material particulado.

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